sábado, 7 de fevereiro de 2026

EXISTE CADA SITUÇÃO: NAS OLIMPÍADAS DE INVERNO NA ITÁLIA ESTÃO INVESTIGANDO O 'PÊNIS-GATE'

Escândalo do ‘Penis-gate’ atinge Jogos de Inverno

A equipe responsável pelo combate ao doping nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 deparou-se com uma pergunta, no mínimo, inusitada nesta quinta-feira (5): qual a posição do órgão sobre atletas que estariam aumentando artificialmente o tamanho de seus pênis para obter vantagem competitiva?

O caso, que já está sendo apelidado de “Penis-gate”, tomou conta das conversas desde as vilas olímpicas em Milão até os picos das Dolomitas. A polêmica gira em torno de alegações — ainda não comprovadas — de que membros da elite do salto de esqui estariam recorrendo a injeções de ácido hialurônico nos órgãos genitais.

Embora o tema pareça surreal, há uma explicação física por trás da polêmica. No salto de esqui, o corpo do atleta atua como uma asa. Estudos científicos publicados na revista Frontiers comprovam que qualquer aumento na área de superfície do traje pode transformar o saltador em um planador mais eficiente.

De acordo com a pesquisa, cada dois centímetros adicionais na circunferência do traje reduzem o arrasto em 4% e aumentam a sustentação em 5%. Na prática, isso pode significar um ganho de até 5,8 metros na distância do salto — a diferença entre o anonimato e a medalha de ouro.

Diante dos rumores, a Agência Mundial Antidoping (WADA) foi instada a se manifestar. Questionado se o uso de ácido hialurônico para este fim desencadearia uma investigação oficial, Olivier Niggli, diretor-geral da WADA, admitiu surpresa.

“Não estou ciente dos detalhes do salto de esqui e de como isso pode melhorar o desempenho, mas, se qualquer coisa vier à tona, analisaremos se está relacionado ao doping. Nosso comitê certamente verificaria se isso se enquadra na categoria de substâncias proibidas. Mas eu não tinha ouvido falar disso até você mencionar”, disse Niggli.

Ao seu lado, o presidente da WADA, Witold Banka, brincou com a popularidade do esporte em seu país natal: “O salto de esqui é muito popular na Polônia, então prometo que vou dar uma olhada nisso”, acrescentou, entre sorrisos que acompanharam o tom surreal da coletiva.

Histórico de trapaças na região da virilha

O ceticismo em relação aos saltadores não nasce do nada. No campeonato mundial do ano passado, a equipe da Noruega foi protagonista de um escândalo real quando se descobriu que as costuras dos trajes na região da virilha haviam sido ajustadas para aumentar a superfície de sustentação.

Punições: O técnico principal, Magnus Brevik, e dois assistentes foram banidos por 18 meses.

Atletas: O atual campeão olímpico Marius Lindvik e Johann Andre Forfang foram suspensos por três meses, embora tenha sido comprovado que eles não sabiam do esquema arquitetado pela comissão técnica.

Após esse episódio, o tabloide alemão Bild lançou a tese de que, para contornar a fiscalização rigorosa das costuras dos trajes, alguns atletas teriam partido para o aumento do próprio corpo via injeções. Por enquanto, a teoria das injeções de ácido permanece como um mistério sem provas escondido nas montanhas, mas que já forçou a cúpula do esporte a admitir que, no salto de esqui, o tamanho realmente parece importar.

Fonte: Gazeta Brasil



Nenhum comentário: