quarta-feira, 8 de outubro de 2025

APESAR DO TARIFAÇO DOS ESTADOS UNIDOS AS EXPORTAÇÕES DO RIO GRANDE DO NORTE CONTINUAM COM SUPERÁVIT

Balança comercial do RN fecha setembro com superávit, apesar de queda nas exportações

O Rio Grande do Norte registrou exportações de US$ 77,1 milhões em setembro de 2025, o que representa uma queda de 3,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o total somou US$ 79,7 milhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No mesmo período, as importações do RN somaram US$ 28,8 milhões, recuo de 38,2% em relação a setembro de 2024, resultando em um superávit comercial de US$ 48,3 milhões. O resultado representa 0,27% das exportações totais do país, colocando o estado na 19ª posição no ranking nacional, e 0,1% das importações, ficando na 22ª colocação.

Entre os principais destinos das exportações potiguares, o Canadá foi o maior comprador em setembro, respondendo por 31,4% do total (US$ 24,2 milhões), seguido pelos Países Baixos (30,8%, US$ 23,7 milhões) e Reino Unido (15,6%, US$ 12 milhões). As vendas para os Estados Unidos, que ficaram na oitava colocação entre os maiores compradores dos produtos potiguares, caíram 65%, totalizando US$ 1,3 milhão. O desempenho negativo ocorre dois meses após a imposição, em julho, de tarifas adicionais pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Também houve redução nas exportações para a Colômbia, que registrou recuo de 34% nas compras do estado.

Em termos de produtos, frutas e nozes frescas ou secas representaram 45% das exportações em setembro, seguidas pelo ouro não monetário (30,6%) e pelos óleos combustíveis de petróleo ou minerais betuminosos, exceto óleos brutos (9,7%). Entre os produtos importados, destacam-se trigo e centeio não moídos (13,4%) e caldeiras de geradores de vapor e aparelhos auxiliares (11,5%).

No acumulado de janeiro a setembro, o Rio Grande do Norte exportou US$ 729,6 milhões, queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2024, e importou US$ 324,7 milhões (-18,4%), gerando superávit de US$ 404,9 milhões. Entre os principais destinos no ano, o Panamá respondeu por 46,3% das vendas, seguido pelos Países Baixos (12,8%) e Estados Unidos (10,5%), com aumento de 85,8% quando se observam os nove meses.

Os produtos potiguares mais exportados no acumulado do ano foram os óleos combustíveis de petróleo ou minerais betuminosos (55,7%), frutas e nozes (20,7%) e ouro não monetário (5,4%). Entre as importações, destacam-se óleos combustíveis (18,3%), trigo e centeio não moídos (12,8%) e equipamentos eletrônicos (7,3%).

O saldo positivo da balança comercial, apesar da queda no mês e no acumulado do ano, segue o contexto nacional. Em setembro de 2025, as exportações do Brasil somaram US$ 30,5 bilhões, e as importações, US$ 27,5 bilhões, com superávit de US$ 2,99 bilhões e corrente de comércio de US$ 58,1 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações totalizaram US$ 257,8 bilhões, e as importações, US$ 212,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 45,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 470,1 bilhões.

Segundo o MDIC, o Brasil bateu recorde de exportação, importação e corrente de comércio tanto no mês de setembro quanto no acumulado de 2025. Comparando setembro de 2025 (US$ 30,53 bilhões) com setembro de 2024 (US$ 28,47 bilhões), houve crescimento de 7,2% nas exportações. Já as importações aumentaram 17,7% no mesmo comparativo, totalizando US$ 27,54 bilhões, frente a US$ 23,39 bilhões em setembro de 2024.

De janeiro a setembro, as exportações cresceram 1,1%, passando de US$ 255,01 bilhões (janeiro-setembro de 2024) para US$ 257,79 bilhões (mesmo período de 2025). As importações avançaram 8,2%, de US$ 196,3 bilhões para US$ 212,31 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 470,11 bilhões, crescimento de 4,2%.

No cenário das exportações brasileiras para os EUA, setembro registrou queda de 20,3% em relação a 2024, com US$ 655,7 milhões a menos, apesar de o total exportado ter atingido US$ 2,6 bi. No acumulado do ano, a redução é mais discreta (-0,6%), totalizando US$ 167,7 milhões a menos do que no mesmo período do ano passado, com vendas acumuladas de US$ 29,2 bilhões.

Fonte: Tribuna do Norte



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