O que o Mirassol está fazendo no Brasileirão merece respeito
Na 18ª rodada, o clube aparece na 5ª colocação. E quem dissesse isso antes do campeonato começar, seria chamado de maluco. Mas é só olhar a tabela: o Leão Caipira está surpreendendo o país inteiro.
E a pergunta é inevitável: como um time de uma cidade com apenas 63 mil habitantes chegou tão longe?
De certa forma, fazendo o básico.
O clube escolheu investir em estrutura e qualificação. E teve uma ajuda financeira inesperada: a venda de Luiz Araújo do São Paulo para o Lille rendeu mais de R$ 8 milhões ao Mirassol, que detinha 30% do passe do atacante.
Boa parte desse valor foi usada na construção do moderno centro de treinamento, finalizado em 2018. Custo total: R$ 15 milhões. Há equipamentos que custam até R$ 400 mil.
Foi um passo de cada vez.
Gestão responsável, salários em dia, boas condições de trabalho.
Em 2020, o clube estava na Série D. Cinco temporadas depois, briga na parte de cima da elite.
Em pleno ano do seu centenário, o Mirassol não só se manteve na Série A como também passou a sonhar com algo maior. Longe da zona de rebaixamento, o time pensa em competições continentais.
Grande parte desse sucesso passa pelo técnico Rafael Guanaes, que comanda um elenco equilibrado. Nomes experientes como Reinaldo, Gabriel e Walter se misturam a jovens em ascensão. O resultado: o 3º melhor ataque e a 6ª melhor defesa da competição.
E um detalhe que poucos sabem: o Mirassol não é SAF.
Segue o modelo associativo e tem como presidente Edson Ermenegildo, que também é o prefeito da cidade.
A ascensão pode parecer meteórica, mas foi construída com base sólida: planejamento, gestão e visão de futuro.
Agora, com os holofotes apontados, o clube tem um novo desafio. Continuar crescendo sem perder sua essência.
Fonte: Doentes por Futebol

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