'Estamos prontos para o diálogo', diz Mateus Simões sobre governo Lula
Vice-governador eleito de Minas garante que ele e Romeu Zema estão dispostos a construir pontes com o Planalto; no plano local, Recuperação Fiscal é prioridade
O vice-governador eleito de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), diz que ele e o governador Romeu Zema, seu correligionário, estão "prontos para o diálogo" com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim como Zema, Simões apoiou a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Apesar disso, o vice eleito crê que o governo Lula vai saber reconhecer a importância de Minas Gerais para o desenvolvimento nacional. "Para o Brasil ir bem, Minas precisa ir bem. Minas deu a vitória ao presidente em nosso território, respeitamos a decisão soberana dos mineiros e, por isso, vamos trabalhar dentro da parceria possível com o governo federal", afirmou, ontem, durante participação no "EM Entrevista", podcast de Política do Estado de Minas.
Uma das pontes que Simões espera construir em direção ao Palácio do Planalto pode ter a participação fundamental de Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente eleito. Eles foram colegas de PSDB, e, ontem, o futuro vice-governador mineiro ligou para Alckmin a fim de mostrar que Minas está disposta a manter relações republicanas.
"Percebo que Alckmin não será um vice de fachada. Isso facilita as conversas por perceber que vamos ter outros possíveis canais de diálogo, até para que a gente não fique se fustigando com as diferenças tópicas entre PT e Novo", explicou.
O Palácio Tiradentes vai virar o ano guiado pelo objetivo de concretizar a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal. Apesar da crítica de servidores públicos e da oposição às regras do ajuste econômico, o plano é visto como solução para refinanciar a dívida bilionária contraída junto à União. É esperança, também, para alavancar a geração de emprego e renda.
"Preciso de infraestrutura para atrair investimentos. Só vou conseguir investir em infraestrutura se conseguir refinanciar a dívida", pontuou Simões, esperançoso em bons ventos na relação entre o poder Executivo e a maioria dos deputados estaduais.
Fonte: Correio Brasiliense

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