terça-feira, 1 de setembro de 2026

ELEIÇÕES 2026 ACORDO DE CAVALHEIROS E DE VOTOS: LULA FECHA ACORDO COM DAVI ALCOLUMBRE E HUGO MOTTA PARA PERMANÊNCIA DOS DOIS NAS CASAS LEGISLATIVAS

Lula deve apoiar a reeleição de Motta e Alcolumbre nas presidências da câmara e do senado em troca da aprovação de pautas

Após retomar diálogo mais próximo com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicano-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu acordos para as pautas prioritárias do governo em ano eleitoral.

Para Motta e Alcolumbre, os resultados da aproximação devem vir no próximo ano. Entre os interesses que levaram à reaproximação do trio estão três eleições, ou, no caso, reeleições.

Para Lula, o avanço de pautas como as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública e o fim da taxa das blusinhas apelam diretamente ao eleitorado em meio à sua campanha por um quarto mandato.

As propostas devem ser analisadas pelo Congresso Nacional na próxima semana.

A campanha petista já tem aproveitado os avanços nos diálogos. A possibilidade de a PEC do fim da escala 6x1 ser aprovada já é colocada nos materiais publicitários como “uma conquista histórica”.

Já para Motta, o apoio de Lula ajuda em sua campanha de reeleição como deputado federal pela Paraíba. Outro beneficiado é seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos-PB), que tenta o Senado no mesmo estado.

Formalmente, o PT apoia somente um candidato para o Senado na Paraíba: João Azevedo (PSB). A segunda vaga na chapa de Lula está em disputa por Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e por Nabor. O alinhamento de Lula com Motta facilita um apoio, ainda que informal, à candidatura de seu pai.

Nesse sentido, Motta entrou em acordo com Alcolumbre e Lula para votar até quarta-feira (2), a Medida Provisória (MP) que acaba com a chamada taxa das blusinhas, imposto cobrado de compras internacionais de até US$ 50.

O tema tem apelo popular e é uma prioridade para a campanha do petista.

Outro ponto central é que Motta tem a possibilidade de concorrer a mais dois anos como presidente da Câmara, caso se reeleja deputado. Para isso, precisará do apoio do campo governista — ainda mais em um cenário no qual Lula também consiga se reeleger como presidente da República.

Fonte: O Potiguar



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