Após denúncia sobre Medicina, alunos relatam aumento de mensalidades e cobranças em outros cursos da UnP, que diz seguir regras do FIES
Universidade afirma que não foi notificada pelo MP, enquanto estudantes relatam reajustes e cobranças em diversos cursos
Após a publicação da reportagem sobre a investigação do Ministério Público envolvendo possíveis cobranças abusivas no curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), o Blog do Dina recebeu uma série de manifestações de estudantes nas redes sociais relatando problemas semelhantes em outros cursos da instituição.
Os comentários indicam que a insatisfação não se limita à graduação em Medicina. Alunos de áreas como Psicologia, Veterinária e outros cursos afirmam enfrentar aumentos frequentes nas mensalidades, além de taxas consideradas elevadas ao longo da formação.
Após a repercussão, a Universidade Potiguar informou que ainda não foi oficialmente notificada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte sobre a denúncia citada na reportagem. A instituição afirmou que, assim que tiver acesso ao conteúdo integral da apuração, irá analisar os pontos levantados e prestar os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes. A UnP também declarou que segue os parâmetros regulatórios e as normas do FIES, além de manter canais de atendimento aos estudantes.
Relatos apontam aumentos rápidos e custos acumulados
Entre os principais pontos levantados pelos estudantes está o aumento significativo das mensalidades em curto período de tempo. Há relatos de alunos que ingressaram pagando cerca de R$ 500 e, ainda no primeiro período, já enfrentavam valores próximos de R$ 800.
Além disso, as cobranças de rematrícula aparecem como uma das principais queixas. Estudantes mencionam taxas que podem chegar a R$ 1.600 por semestre ou até cerca de R$ 6 mil por ano, o que eleva consideravelmente o custo total da graduação.
Queixas se estendem a diversos cursos
Outro aspecto que chama atenção é a recorrência das reclamações em diferentes áreas. Os relatos sugerem que a situação não seria isolada, mas sim percebida por alunos de múltiplos cursos, o que ampliou o debate após a publicação inicial.
Também há críticas relacionadas à burocracia acadêmica e dificuldades enfrentadas no processo de conclusão dos cursos, o que contribui para o cenário de insatisfação entre os estudantes.
Impacto pode afetar permanência dos alunos
Alguns comentários apontam que os custos e as cobranças ao longo da graduação têm levado estudantes a considerar a saída da instituição ou a migração para outras faculdades.
A repercussão também trouxe pedidos para que eventuais investigações não se limitem ao curso de Medicina, mas analisem a política de cobranças de forma mais ampla.
O que diz a UnP:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em atenção ao questionamento do Blog do Dina, a Universidade Potiguar (UnP) esclarece que, até o momento, não foi notificada oficialmente pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte em relação à denúncia anônima citada na reportagem.
Assim que tiver acesso ao conteúdo integral da apuração, a instituição irá analisar os pontos levantados e prestar os esclarecimentos cabíveis aos órgãos competentes.
A UnP reafirma seu compromisso com o cumprimento rigoroso dos parâmetros regulatórios e com a observância integral das normas aplicáveis ao FIES.
Por fim, a UnP destaca que adota práticas alinhadas à legislação vigente e mantém canais permanentes de atendimento aos estudantes para esclarecimento de dúvidas.
Investigação oficial ainda é específica
Até o momento, o inquérito do Ministério Público trata especificamente do curso de Medicina e de possíveis irregularidades envolvendo o FIES. No entanto, a reação dos estudantes após a reportagem indica um cenário mais amplo de questionamentos sobre valores praticados pela instituição.
Fonte: Blog do Dina