terça-feira, 1 de setembro de 2026

CANDIDATO DO MISSÃO RENAN SANTOS ACUSA O MINISTRO DO STF DIAS TOFFOLI DE PERSEGUIÇÃO POR ATO DE PROTESTOS SOBRE BANCO MASTER

Renan acusa Toffoli de retaliação por protestos sobre Banco Master

Candidato do Missão atribui suspensão da campanha a manifestações que promoveu contra o ministro do STF

Em pronunciamento divulgado em suas listas de transmissão após a suspensão judicial de sua campanha eleitoral, o candidato à presidência Renan Santos (Missão) acusou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de agir em retaliação às manifestações promovidas por ele no primeiro semestre contra a atuação do magistrado no inquérito do Banco Master.

"A gente vai continuar lutando e a gente vai ir ao TSE para derrubar essa decisão absolutamente injusta e ilegal. A decisão é ilegal, a decisão é persecutória. (...) Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi. Eu sei o que aconteceu", declarou.

Suspensão da campanha

Nesta segunda-feira (31), Toffoli determinou a suspensão imediata da campanha presidencial de Renan Santos. O candidato está temporariamente proibido de participar de debates, publicar conteúdo sobre sua candidatura e utilizar recursos do Fundo Eleitoral, entre outras restrições.

Toffoli é relator do pedido de registro da chapa do Missão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento estava originalmente previsto para esta noite, mas foi retirado de pauta após o ministro identificar supostos indícios de irregularidades na declaração dos perfis de Renan e de seu candidato a vice, Aroldo Medina, nas redes sociais.

Os candidatos apresentaram o pedido de registro da chapa em 7 de agosto. Posteriormente, em petições protocoladas no dia 19, informaram um total de 18 perfis em redes sociais, complementando os dados fornecidos inicialmente.

Na avaliação do relator, a alteração no número de perfis indica possível descumprimento da legislação eleitoral e das resoluções do TSE. A Justiça Eleitoral exige a apresentação dos endereços eletrônicos utilizados pelos candidatos para viabilizar a comunicação às plataformas e a adoção das providências previstas para o período eleitoral.

Fonte: Congresso em Foco



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