Hospitais privados retomam cirurgias eletivas pelo SUS no Rio Grande do Norte
Sesap informa acordo com Hospital Rio Grande, Hospital Memorial e Hospital do Coração após suspensão de procedimentos por atrasos nos pagamentos
Hospitais privados que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte retomaram nesta terça-feira (11) a realização de cirurgias eletivas. A retomada foi anunciada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) após a pasta firmar um acordo com os prestadores, que haviam interrompido os procedimentos em razão de atrasos nos pagamentos do Governo do Estado.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, Hospital Rio Grande, Hospital Memorial e Hospital do Coração confirmaram a retomada dos atendimentos.
“Nós firmamos o acordo com os prestadores e os prestadores estão voltando hoje. O Hospital Rio Grande já confirmou, o Hospital Memorial também já confirmou e o Hospital do Coração, afirmou.
A suspensão afetou pacientes que aguardavam por procedimentos programados. Embora não sejam classificados como atendimentos de urgência, as cirurgias eletivas são necessárias para o tratamento de diferentes condições de saúde.
Paralisação afetou fila de espera
O Conselho Estadual de Saúde havia alertado que a interrupção dos procedimentos poderia ampliar a fila de pacientes que aguardam por cirurgias na rede pública.
O órgão também associou a situação aos atrasos nos pagamentos dos hospitais contratualizados e defendeu a ampliação dos investimentos e mudanças no modelo de gestão da saúde estadual.
Segundo o Conselho, a dependência de serviços privados para a execução de procedimentos pelo SUS pode deixar a rede mais vulnerável em períodos de restrição financeira.
Estado afirma ter ampliado número de cirurgias
Alexandre Motta afirmou que a Sesap ampliou a oferta de cirurgias eletivas nos últimos anos. De acordo com o secretário, o número de procedimentos passou de aproximadamente 30 mil para uma média anual entre 90 mil e 95 mil cirurgias.
O gestor afirmou ainda que a redução registrada no início de 2026 esteve relacionada principalmente às Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). A expectativa, segundo ele, é que o estado volte a alcançar a meta estabelecida para o período.
Sesap cita limite constitucional de investimentos
Ao comentar o financiamento da saúde pública, Motta afirmou que o Rio Grande do Norte cumpre o percentual mínimo de 12% da receita destinado à área, conforme determina a Constituição Federal.
“A saúde, de fato, tem subfinanciamento, mas nós temos cumprido regularmente os 12% que preconiza a Constituição na questão da atenção à saúde. É óbvio que se nós tivéssemos percentuais a mais, nós poderíamos fazer mais”, declarou.
O secretário também explicou que a estratégia da Sesap combina serviços oferecidos diretamente pela rede estadual com a contratação de unidades privadas, de acordo com a necessidade da população.
“Aquilo que dá para fazer de forma, ou força de trabalho pública, nós vamos fazer. Aquilo que precisamos fazer contratualizando, nós iremos fazer”, afirmou.
Para o secretário, a prioridade é garantir que os pacientes recebam os procedimentos dentro do período adequado.
“O que importa é o interesse público de atenção às pessoas e garantindo com isso que as pessoas possam receber o melhor tratamento na hora certa das suas enfermidades”, disse.
Fonte: O Poti News

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