segunda-feira, 31 de agosto de 2026

ESPECILIALISTAS ALERTAM SOBRE DEPENDÊNCIA PARA PESSOAS QUE ESTÃO USANDO CANETAS EMAGRECEDORAS SEM ACOMPNAHAMENTO DE MÉDICOS

Canetas emagrecedoras causam dependência? entenda

As chamadas canetas emagrecedoras ganharam espaço no tratamento da obesidade e também nas discussões sobre estilo de vida. Apesar dos resultados rápidos, especialistas alertam que alguns pacientes podem desenvolver uma relação psicológica ou comportamental inadequada com os medicamentos.

Segundo a cirurgiã bariátrica Stephanie Giulianne Silva Morelli, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), as canetas não provocam dependência química clássica, como substâncias que alteram o sistema de recompensa do cérebro. Porém, o problema pode surgir quando o paciente passa a acreditar que não consegue controlar o peso sem o medicamento, teme interromper o uso ou altera as doses por conta própria.

O endocrinologista Igor Trotte explica que é importante diferenciar esse comportamento da própria obesidade, que é uma doença crônica e pode exigir tratamento prolongado. Recuperar peso após a suspensão do medicamento, portanto, não significa necessariamente dependência, mas pode representar o retorno dos mecanismos biológicos que favorecem o ganho de peso.

Quando o foco passa a ser apenas a balança

Um sinal de alerta é quando o paciente passa a avaliar o tratamento exclusivamente pelo número na balança e ignora alimentação, atividade física, sono e saúde metabólica.

Segundo Stephanie, há casos de pessoas que já atingiram uma composição corporal adequada, mas continuam querendo aumentar a dose por causa de pequenas variações de peso.

Entre os sinais de uma relação inadequada estão preocupação constante com a balança, desejo de aumentar a dose, restrição alimentar exagerada, ansiedade com pequenas oscilações de peso e medo excessivo de interromper o tratamento.

Outro problema ocorre quando a caneta é usada para compensar hábitos que não foram modificados. O paciente emagrece, mas mantém uma alimentação inadequada, não pratica atividade física e não cuida do sono.

Uso sem acompanhamento aumenta riscos

A tentativa de aumentar a dose por conta própria também pode trazer riscos. De acordo com Trotte, podem ocorrer náuseas, vômitos, diarreia, constipação e desidratação. Em casos menos frequentes, há risco de problemas na vesícula, pancreatite e lesão renal associada à desidratação.

O acompanhamento médico é importante para avaliar a indicação, ajustar a dose com segurança e preservar a massa muscular, além de definir estratégias para manutenção do peso.

Especialistas reforçam que as canetas devem ser usadas como parte de um tratamento mais amplo, associado a mudanças de hábitos, e não como única estratégia para emagrecer.

Fonte: Grande Ponto



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