EUA ampliam sanções contra Cuba e miram braço financeiro das Forças Armadas da ilha
O governo dos Estados Unidos ampliou as sanções contra o regime cubano nesta terça-feira (23), com o anúncio de novas medidas contra cinco entidades que, segundo o Departamento de Estado, geram receitas para o governo da ilha. A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
As sanções atingem três instituições financeiras e uma empresa de logística ligadas ao Grupo de Administração Empresarial SA (GAESA) — o conglomerado empresarial vinculado às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba —, além da empresa estatal GeoMinera, que explora reservas minerais e metálicas da ilha. Também foi sancionada a esposa de Alejandro Castro Espín, que já era alvo de medidas anteriores. Alejandro é filho de Raúl Castro e sobrinho de Fidel Castro.
Em comunicado, Rubio afirmou que a “GAESA continua operando como o braço financeiro do aparato de segurança repressivo do regime cubano”. Segundo ele, as entidades designadas hoje “financiam, facilitam ou se beneficiam das atividades perniciosas do regime, tanto em Cuba como em todo o nosso hemisfério”.
O que é a GAESA
Criado em 1995, durante o chamado “Período Especial” que se seguiu ao colapso da União Soviética, o GAESA foi idealizado por Raúl Castro como um mecanismo para financiar as Forças Armadas. Com o tempo, tornou-se uma estrutura paralela ao Estado, opaca e imune a auditorias.
O conglomerado controla cerca de 40% da economia cubana, com ativos estimados em US$ 18 bilhões, segundo investigação do jornal Miami Herald. O grupo atua em setores estratégicos como turismo de luxo, comércio em divisas, remessas, logística portuária e serviços financeiros.
Pressão crescente
As novas sanções fazem parte de uma ofensiva econômica iniciada em janeiro, quando a Casa Branca declarou emergência nacional relacionada a ameaças atribuídas ao regime cubano. Em 1º de maio, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que ampliou o alcance das sanções, permitindo punir quase qualquer entidade estrangeira que mantenha vínculos comerciais com setores da ilha, como energia, defesa, segurança e finanças.
Em maio, os EUA já haviam sancionado a GAESA, sua diretora e a mineradora Moa Nickel — uma joint venture com participação canadense. Na ocasião, Rubio afirmou que o objetivo era “privar o regime comunista e as forças militares de Cuba do acesso a ativos ilícitos” e advertiu que novas designações seriam anunciadas “nos próximos dias e semanas”.
Fonte: Gazeta Brasil

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