Michelle Bolsonaro diz que ação dos EUA contra a Venezuela é recado a “ditadores travestidos de democratas”
Presidente do PL Mulher afirma que ofensiva norte-americana marca o “início do fim” do regime venezuelano e faz alerta a líderes da América do Sul alinhados a Maduro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou neste sábado que os ataques realizados pelos Estados Unidos à Venezuela representam o “início do fim” do regime autoritário no país vizinho. Presidente nacional do PL Mulher, ela afirmou que a ofensiva norte-americana funciona como um aviso a “ditadores disfarçados de democratas e defensores de traficantes”.
Em nota divulgada pela legenda, Michelle avaliou que a operação conduzida pelos EUA contra o que chamou de “ditadura narcoterrorista” venezuelana também serve de alerta a governantes de outros países da América do Sul que, segundo ela, estariam alinhados ao governo de Nicolás Maduro e tentariam reproduzir práticas semelhantes em seus territórios.
“O recado da operação americana foi bastante claro: ditadores travestidos de democratas, coloquem a barba de molho”, afirmou.
Os Estados Unidos confirmaram neste sábado um ataque de “grande escala” à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro por forças militares norte-americanas. Em pronunciamento à imprensa, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país irá administrar a Venezuela durante o período de transição de poder, sem detalhar os próximos passos. Trump também declarou que empresas norte-americanas deverão atuar sobre as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo.
Michelle Bolsonaro também citou a relação de proximidade entre Maduro, o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez — morto em 2013 — e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ela, o regime venezuelano teria causado, ao longo de décadas, sofrimento e morte à população, com impactos mais severos sobre mulheres e crianças.
A presidente do PL Mulher ainda manifestou solidariedade ao povo venezuelano e disse orar por uma transição “pacífica e legítima” de poder, conduzida pela própria população do país.
Fonte: AgoraRN

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