segunda-feira, 16 de março de 2026

VER PRA CRER: ISRAEL PROJETA O FINAL DO CONFLITO COM O IRÃ EM TRÊS SEMANAS

Israel revela quanto tempo o conflito contra o Irã deve durar

As Forças Armadas de Israel anunciaram que manterão os ataques contra o regime do Irã por pelo menos mais três semanas, dentro da campanha militar iniciada em conjunto com os Estados Unidos em 28 de fevereiro. A operação, que mira milhares de alvos, tem como objetivo pressionar a infraestrutura militar e política iraniana, em meio à crescente tensão regional.

Segundo o porta-voz militar israelense, Effie Defrin, em entrevista à CNN, a ofensiva será estendida “até a Páscoa judaica, dentro de cerca de três semanas”. Ele ressaltou que a duração da campanha não segue um calendário rígido, mas será adaptada ao cumprimento dos objetivos estabelecidos, incluindo a criação de condições para um possível mudança política no Irã, embora tal resultado dependa da própria sociedade iraniana.

Durante o período, a ofensiva prioriza a destruição das capacidades militares e o enfraquecimento do regime. As forças israelenses afirmam ter identificado mais de 15.000 alvos militares no território iraniano.

O regime iraniano advertiu que uma intervenção militar de terceiros países poderia provocar uma grave escalada do conflito. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, declarou à Al-Araby Al-Jadeed que o fim da guerra só ocorrerá mediante garantias definitivas e reparações, reiterando a exigência de que outras nações não intervenham.

Araqchi ainda apontou que há indícios do uso de bases estadunidenses em ataques contra o Irã, especialmente a partir dos Emirados Árabes Unidos. Paralelamente, os Guardians da Revolução ameaçaram “perseguir e matar” o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

No domingo, as forças armadas iranianas anunciaram um contra-ataque com drones contra instalações estratégicas em Israel, enquanto a coalizão liderada por Israel continuou seus ataques em solo iraniano.

O novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Jamenei, não apareceu publicamente desde o início da ofensiva, mas divulgou mensagem afirmando que o estreito de Ormuz permanecerá fechado, decisão considerada central para a estratégia defensiva iraniana. O bloqueio gerou alerta na comunidade internacional devido à importância do local para o trânsito mundial de petróleo.

O presidente americano, Donald Trump, declarou à NBC News que não pretende negociar nas atuais condições e afirmou que ataques podem atingir infraestruturas estratégicas, incluindo o terminal petrolífero principal do Irã na ilha de Kharg. Trump propôs ainda a criação de uma operação naval internacional para escoltar petroleiros na região, buscando apoio de países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, embora a maioria ainda avalie sua participação.

A tensão elevou os preços do petróleo e afetou os mercados financeiros globais. Enquanto isso, os Estados Unidos intensificaram bombardeios na costa norte iraniana para tentar restabelecer o fluxo petrolífero internacional, embora as principais terminais ainda operem. Barém e Arábia Saudita informaram interceptação de projéteis e aumento de medidas de alerta.

Fonte: Gazeta Brasil



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