segunda-feira, 16 de março de 2026

CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO: PRÉDIO DO CITIBANK É ATINGIDO POR MÍSSEIS NAS CIDADES DE DUBAI (EMIRADOS ÁRABES) E MANAMA (BAHREIN)

Irã ataca agências do Citibank em Dubai e alerta: “Fiquem a 1 km de bancos dos EUA”

O Golfo Pérsico entrou em um estado de alerta sem precedentes após a confirmação de que a Guarda Revolucionária do Irã realizou ataques diretos contra agências do Citibank em Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Manama (Bahrein). A ofensiva marca uma escalada perigosa na guerra regional, atingindo o coração financeiro e logístico do Oriente Médio.

O porta-voz da Guarda Revolucionária, general Ali Mohammad Naeini, afirmou que a ação é uma retaliação de Teerã contra ataques anteriores sofridos por instituições financeiras iranianas, atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O militar enviou um ultimato: caso as investidas contra o Irã continuem, todas as filiais de bancos americanos na região serão tratadas como “objetivos legítimos”.

Sob o comando do general Alireza Tangsiri, as forças navais da Guarda Revolucionária detalharam que os ataques ocorreram em ondas, utilizando drones e mísseis. O alvo não foram apenas bancos: as forças iranianas miraram “objetivos-chave” em três bases aéreas dos EUA localizadas nos Emirados Árabes, Bahrein e Catar.

Diante do risco de novas explosões, as forças armadas emitiram um aviso sombrio à população civil do Oriente Médio: “Mantenham uma distância mínima de um quilômetro de qualquer banco americano ou israelense”.

Paralelamente aos ataques financeiros, uma ofensiva com drones e mísseis provocou um incêndio de grandes proporções no terminal estratégico de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Imagens de TV mostraram densas colunas de fumaça subindo das instalações industriais.

O impacto econômico é imediato e severo:

Suspensão de exportações: O terminal de Fujairah é um dos centros logísticos mais importantes do mundo.

Oferta global: A interrupção afeta cerca de 1% da demanda mundial de petróleo, a maior interferência no suprimento internacional nos últimos anos.

Comércio de cru: Estima-se que um quinto do comércio global de petróleo bruto tenha sido impactado, causando volatilidade instantânea nos preços internacionais.

Apesar da agressividade de Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom de confiança. No aniversário da última ofensiva aliada, Trump declarou que “o Irã está totalmente derrotado e quer um acordo”.

Entretanto, a realidade em solo emirático contradiz a narrativa de pacificação. Na madrugada da última quinta-feira, um prédio na capital dos Emirados Árabes já havia sido atingido por um drone iraniano, forçando a evacuação de moradores. O Ministério da Defesa do país confirmou ter interceptado múltiplos mísseis e drones em seu espaço aéreo nas últimas 48 horas.

O cenário atual coloca em xeque a segurança das rotas comerciais mais vitais do planeta e pressiona as potências globais por uma resposta que evite um colapso econômico e energético em larga escala.

Fonte: O Globo



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