Nordeste produz 37% do mel do Brasil em 2025 e empata com o Sul pela 1ª vez
Região produziu 26,5 mil toneladas de mel em 2025, estável em relação a 2024, enquanto o Brasil bateu o 8º recorde consecutivo, com 71,3 mil toneladas e valor de R$ 1,2 bilhão
O Nordeste produziu 26,5 mil toneladas de mel em 2025, respondendo por 37,1% das 71,3 mil toneladas nacionais e empatando com o Sul pela primeira vez desde 2022, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada no dia 30 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume nordestino ficou praticamente estável (-0,1%) em relação a 2024, enquanto o Brasil bateu o oitavo recorde consecutivo na produção de mel, com crescimento de 4,5% e valor de R$ 1,2 bilhão (+18,5%). A produção nacional de mel cresce ininterruptamente desde 2018.
O Piauí manteve a liderança do mel nordestino com 8,6 mil toneladas (-0,6%), respondendo por 32,3% do total regional e 12% do nacional, com a apicultura presente em 146 dos 224 municípios do estado. Cerca de 93% da produção piauiense tem certificação orgânica. “Poucos estados têm floradas nativas tão diversificadas e limpas como o Piauí”, afirmou Francisco das Chagas, diretor de Projetos do Semiárido da Secretaria da Agricultura Familiar do estado (SAF).
São Raimundo Nonato (PI) ficou em quarto lugar no ranking nacional e é o segundo maior município produtor do Nordeste, com 897,9 toneladas (-2,7%), atrás de Santa Luzia do Paruá (MA). Picos (PI) ficou em décimo no ranking nacional, com 724 toneladas. Simplício Mendes (PI) registrou o terceiro maior crescimento municipal da região: +240,4%, de 150,5 para 512,4 toneladas. Conceição do Canindé (PI) avançou 35,5%, chegando a 470,2 toneladas.
O Ceará registrou a maior queda estadual do Nordeste: -11,9%, de 5,9 mil para 5,2 mil toneladas. Santana do Cariri (CE), segundo maior município produtor do Nordeste, recuou 17%, chegando a 780,2 toneladas. Morada Nova (CE) caiu 40%, com 234 toneladas. Pernambuco e Rio Grande do Norte também recuaram: -32,8% (1,1 mil toneladas) e -24% (924,5 toneladas), respectivamente.
Maranhão cresce 38% e Santa Luzia do Paruá lidera municípios do Nordeste
O Maranhão registrou o maior crescimento estadual do Nordeste em 2025: +37,8%, de 3,4 mil para 4,6 mil toneladas, assumindo o quarto lugar regional. Santa Luzia do Paruá (MA) lidera o ranking municipal nordestino com 1,4 mil toneladas (+15%), equivalente a 5,1% de toda a produção regional. Maranhãozinho (MA) cresceu 68,7%, chegando a 671,9 toneladas, e Governador Nunes Freire (MA) avançou 191,2%, com 493,7 toneladas. Presidente Médici (MA) cresceu 51,4%, com 305,5 toneladas.
A Bahia cresceu 4,2%, chegando a 4,8 mil toneladas, com Campo Alegre de Lourdes como maior município produtor do estado (775,7 toneladas, +0,3%). Ribeira do Pombal (BA) registrou o maior crescimento percentual do Nordeste entre municípios com base acima de 30 toneladas em 2024: +390,8%, de 40 para 196,3 toneladas. Alagoas (+10,2%, 591,8 toneladas), Paraíba (+7,5%, 433,7 toneladas) e Sergipe (+6,3%, 203,6 toneladas) completaram o quadro de crescimento. O Nordeste contou com 1.280 municípios produtores de mel em 2025.
Brasil bate 8º recorde de mel e exportações recuam 9,1%
No Brasil, a produção de mel atingiu 71,3 mil toneladas em 2025, oitavo recorde consecutivo, com crescimento de 4,5% em relação a 2024, segundo o IBGE. O valor da produção chegou a R$ 1,2 bilhão, alta de 18,5%. Rio Grande do Sul e Paraná lideram o ranking nacional com 15,3% e 15% cada, seguidos do Piauí (12%), Minas Gerais (9,8%) e São Paulo (9%). As exportações brasileiras de mel recuaram 9,1% em 2025, totalizando 34,5 mil toneladas, de acordo com o IBGE.
O Nordeste é o principal polo exportador de mel do Brasil, com produção voltada ao mercado externo especialmente nos estados do Piauí e Ceará. Pernambuco e Ceará, os dois estados nordestinos com maior tradição no mel de exportação, registraram as maiores quedas regionais em 2025.
Fonte: Movimento Econômico

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