segunda-feira, 12 de outubro de 2026

ASSESSORIA DE CAMPANHA DE FLÁVIO BOLSONARO QUER INVESTIGAÇÃO CONTRA CHEFE DA POLÍCIA FEDERAL ANDREI RODRIGUES

Flávio pede investigação contra chefe da PF por suspeita de interferência eleitoral

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou, neste domingo (11), uma notícia-crime na Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A representação jurídica sustenta que o chefe da corporação teria tentado interferir no pleito ao anunciar, no próprio dia do primeiro turno, a abertura de uma apuração preliminar sobre suposta ingerência dos Estados Unidos no processo democrático brasileiro.

A controvérsia teve início durante coletiva de imprensa concedida por Andrei Rodrigues no dia da votação. Na ocasião, o diretor-geral confirmou que a PF havia recebido uma representação formal da Advocacia-Geral da União (AGU) e encaminhado o tema para a Diretoria de Inteligência.

A defesa do candidato do PL argumenta que a divulgação pública dessa suspeita em pleno dia de votação causou prejuízo eleitoral direto à sua campanha, favorecendo politicamente o Partido dos Trabalhadores (PT).

Pedidos de apuração e oposição à AGU

Na notícia-crime, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro solicita que o Ministério Público Eleitoral (MPE) assuma ou credencie a supervisão direta de um procedimento investigatório sobre a conduta do chefe da PF.

Entre as diligências requeridas estão:

1. Requisição de documentos: Acesso às comunicações oficiais trocadas entre AGU, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República (PGR);

2. Oitiva oficial: Convocação do diretor-geral Andrei Rodrigues para prestar depoimento formal sobre a motivação da coletiva no dia do pleito.

A apuração em questão teve origem em uma matéria do jornal britânico The Guardian, que noticiou o suposto repasse de US$ 1 milhão pelo governo norte-americano a projetos destinados a contestar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso foi encaminhado às autoridades pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que compartilhou a reportagem em suas redes sociais sugerindo que “projetos políticos” nacionais buscavam sustentação externa para confrontar as instituições. Para a campanha de Flávio, a declaração de Messias e o anúncio de Rodrigues funcionaram como uma insinuação coordenada para vincular o candidato liberal a conspirações internacionais.

Ausência de provas e arquivamento rápido

Ainda durante o domingo de votação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, declarou publicamente que não havia qualquer indicativo concreto ou prova de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

A própria Polícia Federal arquivou a apuração preliminar três dias após o pleito. A corporação concluiu que o material apresentado não continha os elementos mínimos de autoria e materialidade que justificassem a instauração de um inquérito policial formal.

Fonte: Gazeta Brasil



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