sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A IMPORTÂNCIA DA PRESENÇA DE FISCAIS DE COLIGAÇÕES NO DIA DA ELEIÇÃO

O poder invisível dos fiscais sobre quem chega indeciso às urnas

Além de acompanhar a votação, presença de representantes das candidaturas pode transmitir sensação de força

Quando o eleitor entra no local de votação, a campanha praticamente acabou. Não há mais comício, pedido de voto ou propaganda. Mas isso não significa que o ambiente ao redor da urna seja desprovido de sinais políticos.

Entre eles está a presença dos fiscais partidários.

Formalmente, sua função é outra. Partidos, federações e coligações podem credenciar fiscais para acompanhar os trabalhos de votação, apuração e totalização. Dentro da seção eleitoral, é permitida a atuação de apenas um fiscal de cada partido, federação ou coligação por vez. Eles podem usar crachá com nome e sigla, mas não vestuário padronizado.

Também estão proibidos no dia da eleição a arregimentação de eleitores, a boca de urna, a abordagem, o aliciamento e métodos de persuasão ou convencimento.

Há, porém, uma dimensão menos evidente nesse trabalho: a presença também comunica.

A maioria dos eleitores chega à seção sabendo em quem pretende votar. Existe, no entanto, uma parcela que atravessa toda a campanha sem uma escolha consolidada, seja porque acompanhou pouco a disputa, hesitou entre candidatos ou simplesmente deixou a decisão para o último momento.

É para esse eleitor que o ambiente encontrado no local de votação pode adquirir um peso diferente.

Fonte: Congresso em Foco



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