quarta-feira, 30 de setembro de 2026

UMBU E MANGABA LIDERAM A EXTRAÇÃO DE FRUTOS SILVESTRES E MOVIMENTAM MILHÕES NO RIO GRANDE DO NORTE

Umbu e mangaba lideram extração de frutos nativos no RN em 2025, aponta IBGE

Levantamento do IBGE aponta 1.750 toneladas de produtos alimentícios extraídos no estado, com valor de produção superior a R$ 4,15 milhões

O umbu e a mangaba foram os frutos nativos mais extraídos no Rio Grande do Norte em 2025, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento reúne dados sobre a quantidade e o valor da produção obtida com recursos vegetais nativos e cultivos florestais.

O umbu liderou a extração de frutos no estado, com 825 toneladas e valor de produção superior a R$ 1,19 milhão. A atividade foi registrada em 43 municípios potiguares, com São Miguel do Gostoso, com 300 toneladas, e Pedra Grande, com 200 toneladas, entre os municípios com maiores volumes.

A mangaba ficou em segundo lugar, com 605 toneladas extraídas. Nísia Floresta concentrou a maior parte da produção, com 530 toneladas. Apesar do volume menor em relação ao umbu, a mangaba apresentou valor de produção superior, de R$ 2,06 milhões.

A pesquisa considera apenas produtos provenientes da extração vegetal, ou seja, coletados em formações florestais nativas ou espontâneas.  Frutas provenientes de atividades agrícolas, como o melão produzido em áreas irrigadas, não fazem parte do levantamento.

Extração de produtos alimentícios cresce 16,59%

De acordo com o IBGE, o Rio Grande do Norte registrou a extração de 1.750 toneladas de produtos alimentícios em 2025. O volume representa crescimento de 16,59% em relação às 1.501 toneladas registradas em 2024.

O valor total da produção desses produtos superou R$ 4,15 milhões.

Além do umbu e da mangaba, os dados incluem:

Castanha de caju: 107 toneladas e R$ 440 mil em valor de produção;

Cajá: 22 toneladas e R$ 71 mil;

Outros produtos alimentícios: R$ 380 mil em valor de produção.

Lenha representa 73,36% do valor da extração vegetal

A extração vegetal no Rio Grande do Norte movimentou mais de R$ 62 milhões em 2025, alta de 5,80% em comparação com os R$ 58,6 milhões registrados no ano anterior.

A lenha respondeu por 73,36% desse valor, com mais de R$ 45,5 milhões em produção. Ao longo do ano, foram extraídos 1,11 milhão de metros cúbicos de lenha no estado.

Os produtos madeireiros, lenha, madeira em tora e carvão vegetal, representaram 82,68% do valor total da extração vegetal potiguar.

A extração de lenha foi registrada em 130 municípios. Alexandria apresentou R$ 8,55 milhões em valor de produção, seguida por Santa Cruz, com R$ 6,50 milhões, e Caraúbas, com R$ 5,25 milhões.

A produção de madeira em tora superou 13,2 mil metros cúbicos e gerou R$ 706 mil. Macaíba concentrou 8,6 mil metros cúbicos, com valor de produção de R$ 344 mil.

Já o carvão vegetal esteve presente em 118 municípios potiguares, com 3.578 toneladas produzidas e mais de R$ 5,07 milhões em valor de produção.

Pureza e Macaíba concentram produção de eucalipto

A pesquisa também reuniu informações sobre a silvicultura de eucalipto no estado. Em 2025, foram produzidos 1.500 metros cúbicos de lenha de eucalipto, com valor de produção de R$ 120 mil.

Pureza: 1.200 m³ de lenha, com R$ 96 mil em valor de produção;

Macaíba: 300 m³ de lenha, com R$ 24 mil em valor de produção.

A produção de madeira em tora de eucalipto destinada a outras finalidades ficou concentrada em Pureza, com 6.000 m³ e R$ 2,4 milhões em valor de produção.

Sobre a PEVS

A Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) investiga a quantidade e o valor da produção obtida por meio da extração de recursos vegetais nativos e dos cultivos florestais plantados.

Entre os produtos pesquisados estão alimentos, borrachas, fibras, ceras, madeiras e oleaginosas provenientes de formações naturais, além de madeira, lenha, carvão vegetal, resina e outros produtos de florestas plantadas.

Fonte: O Poti News



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