quarta-feira, 9 de setembro de 2026

SUPERCOMPUTADOR QUE VIRÁ PARA O RIO GRANDE DO NORTE CUSTARÁ R$ 1,06 BILHÃO E CONTRATO TEM DURAÇÃO DE 10 ANOS

Acordo define vigência de 10 anos para supercomputador no RN; investimento é de R$ 1,06 bilhão

Acordo de Cooperação Técnica foi assinado semana passada entre Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o governo estadual

Um Acordo de Cooperação Técnica para instalação de um supercomputador no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, foi assinado semana passada entre Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o governo estadual. No mês passado, o presidente Lula esteve no local para anunciar a novidade durante solenidade.

De acordo com o documento, o acordo tem vigência de dez anos, contados a partir da data de assinatura, com possibilidade de prorrogação por termos aditivos sucessivos.

O investimento total é estimado em R$ 1,06 bilhão, sendo R$ 960 milhões para aquisição do supercomputador e R$ 100 milhões para preparação e operação da estrutura.

A capacidade estimada do sistema é de 7.200 petaflops em FP16, com mais de 50 mil núcleos de processamento e consumo aproximado de 4 megawatts. O projeto integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), coordenado pelo MCTI.

A estrutura tem como finalidade oferecer infraestrutura de computação de alto desempenho (HPC) para pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Entre as áreas de aplicação citadas pelo governo federal estão saúde, mudanças climáticas, indústria, energia e gestão de recursos hídricos. A proposta inclui ampliar a infraestrutura disponível a pesquisadores brasileiros e apoiar o desenvolvimento de soluções nacionais de inteligência artificial.

A escolha do Rio Grande do Norte está associada à capacidade de geração de energia renovável do estado. Segundo o governo federal, a disponibilidade de energia limpa pode reduzir os custos de operação da estrutura em relação a outras regiões do país.

O supercomputador é a primeira de três frentes do PBIA para ampliação da capacidade nacional de supercomputação. As outras duas preveem cooperação tecnológica com a China, no Rio de Janeiro, e desenvolvimento de chips com arquitetura aberta em Campinas (SP).

O PBIA prevê investimentos de até R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028 em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento tecnológico ligados à inteligência artificial. O objetivo declarado inclui reduzir a dependência brasileira de estruturas de processamento de dados localizadas no exterior.

Fonte: Assecom RN



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