Decisão do STF pode abrir brecha para bets após proibição
Uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 pode ser usada como argumento jurídico para questionar a proibição das bets prevista em uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na ocasião, o plenário do STF decidiu, por unanimidade, que a União não possui exclusividade sobre a exploração de loterias. A Corte também reconheceu a possibilidade de estados e outros entes federativos explorarem modalidades de apostas.
O julgamento ocorreu a partir de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questionava normas de Mato Grosso relacionadas à exploração de modalidades lotéricas. O debate envolvia a possibilidade de a legislação estadual invadir uma competência atribuída ao governo federal.
Após a decisão, estados como Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba passaram a criar mecanismos próprios para credenciar empresas de apostas. As licenças estaduais e federais não são necessariamente excludentes. Em geral, as autorizações concedidas pelos estados permitem operações de alcance regional e podem ter custos menores para as empresas.
De acordo com a CNN Brasil, advogados que atuam no setor já avaliam que o artigo 2º da medida provisória publicada na sexta-feira (25) pode ser questionado judicialmente. O dispositivo estabelece que as regras da MP também se aplicam à exploração de loterias de apostas de quota fixa nos estados e no Distrito Federal.
Apesar disso, os próprios especialistas apontam incertezas sobre os possíveis desdobramentos jurídicos. A avaliação considera o cenário político em torno da medida e a atual crise envolvendo o STF.
Nesse contexto, advogados consultados pelo setor avaliam como improvável que o Supremo conceda uma decisão liminar sobre o tema antes das eleições.
Fonte: Portal 98 FM

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