Idema licencia segunda planta de hidrogênio e amônia verdes no RN
Empreendimento será instalado em São Gonçalo do Amarante e prevê produção anual de 35,2 mil toneladas de hidrogênio verde e 200 mil toneladas de amônia verde
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) concedeu, em 2 de setembro, a licença de instalação para a segunda planta de produção de hidrogênio verde e amônia verde de maior escala licenciada no estado. O empreendimento será implantado em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, e terá produção anual estimada em 35,2 mil toneladas de hidrogênio verde e 200 mil toneladas de amônia verde.
A licença tem validade de quatro anos, até setembro de 2030, e autoriza a implantação da infraestrutura do projeto, que terá aproximadamente 2 mil metros quadrados de área construída. A operação da planta dependerá da obtenção de uma futura licença de operação.
O empreendimento é de responsabilidade da Atlântico Empreendimentos Imobiliários. Segundo a empresa, o investimento inicial será de R$ 700 milhões, correspondente a 10% da capacidade prevista inicialmente. A expectativa é que o projeto alcance sua capacidade total em um período de 10 anos.
De acordo com Newton Coelho de Medeiros, sócio e diretor-técnico da Atlântico Ltda., o projeto também terá capacidade para produzir 300 mil toneladas de ureia verde. Segundo ele, os estudos que fundamentam o empreendimento consideram o uso de água de reúso no processo industrial.
“[Estamos] aguardando a regulamentação do setor, sobre a capacidade da mistura, e a ureia será exportada em Big Bags, pelo Porto-Ilha de Areia Branca, até a implantação do Porto Verde de Galinhos, onde iremos implantar mais uma unidade industrial de hidrogênio verde”, diz Newton Coelho.
Condicionantes ambientais
O licenciamento prevê 34 condicionantes para a implantação e a futura operação da planta, com medidas voltadas à prevenção e ao controle de impactos ambientais.
Entre as exigências está a comprovação de que 100% da energia utilizada pelo empreendimento será proveniente de fontes renováveis. Segundo o Idema, a origem da eletricidade poderá ser acompanhada por mecanismos de certificação previstos na Lei Federal nº 14.948/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio.
A água utilizada no processo industrial será não potável e fornecida pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Gonçalo do Amarante. A solução está alinhada à Resolução Conema nº 2/2025 e à política estadual de reúso de água, que priorizam fontes como água dessalinizada, pluvial e de reúso para reduzir a pressão sobre mananciais destinados ao abastecimento humano.
Fonte: O Poti News


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