sábado, 15 de agosto de 2026

FAÇA O QUE EU DIGO NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO: ESTUDANTE DE DIREITO ORIENTAVA SEUS SEGUIDORES COMO NÃO CAIR EM FRAUDES MAS JUNTO COM O COMPANHEIRO APLICAVA GOLPES ELETR^NICOS

Ela ensinava a evitar golpes nas redes, mas aplicava golpes; estudante de Direito é presa

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta sexta-feira (14), uma estudante de Direito de 22 anos suspeita de comandar, ao lado do companheiro, um esquema de estelionato eletrônico na venda de celulares pela internet. O que chamou a atenção dos investigadores foi a atuação nas redes sociais da jovem, identificada como Micaelli Araújo.

Nas plataformas digitais, a universitária publicava vídeos com orientações sobre como desbloquear contas bancárias suspensas e dava dicas para seguidores evitarem golpes virtuais. Segundo a polícia, a conduta “ironicamente simulava o combate a ilegalidades”, enquanto, na prática, a jovem operava as fraudes.

“Loja cenográfica” para enganar vítimas

Ao lado do companheiro, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos, a estudante montou uma estrutura profissional para lesar consumidores interessados em smartphones com preços atrativos. Os investigadores apontam que o casal dedicou “minucioso cuidado” para dar aparência de legitimidade ao negócio falso.

Eles criaram perfis que clonavam a identidade visual de uma renomada loja do setor de telefonia. Para induzir as vítimas ao erro, os suspeitos montaram uma “loja cenográfica” em um cômodo da própria residência, no estado de São Paulo. O ambiente era decorado com dezenas de caixas vazias de smartphones de última geração, etiquetas, embalagens e fitas de envio postal. No local, o casal gravava vídeos e tirava fotos demonstrando os supostos produtos prontos para envio. Após o pagamento efetuado pelos clientes, os aparelhos nunca eram entregues.

Mandados e bloqueio de bens

Os mandados expedidos pela Justiça do Distrito Federal foram cumpridos em São Paulo. Além das prisões, os agentes executaram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. A Justiça determinou ainda o bloqueio cautelar de até R$ 20 mil em ativos financeiros da dupla.

Vítimas foram identificadas no Distrito Federal e em outras regiões do país. Os investigados devem responder pelo crime de estelionato mediante fraude eletrônica.

Fonte: Gazeta Brasil



Nenhum comentário: