domingo, 2 de agosto de 2026

DEPOIS QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RETIROU O SIGILO DO PRCESSO DE JAQUES WAGNER A SITUAÇÃO DO SENADOR PIOROU

“De: Guga, Para: Jaques”: relatório da PF no STF revela presentes e amizade entre senador e ex-sócio do Master

Relatório enviado ao STF aponta que o senador e o ex-sócio do banco mantinham relação de “proximidade e amizade”. Presentes traziam inscrições carinhosas como “Para: Jaques” e “De: Guga”.

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório em que afirma que o senador Jaques Wagner (PT-BA) recebeu presentes e vinhos do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. O documento foi tornado público na quinta-feira (30) pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura fraudes na instituição financeira.

O relatório destaca o envio de mimos a Wagner em dezembro de 2024, incluindo vinhos caros avaliados entre R$ 2.500 e R$ 5.300. Segundo a PF, as embalagens das bebidas continham bilhetes pessoais:

Um dos cartões trazia: “Para: Jaques” e “De: Guga” (apelido de Augusto Lima).

Outro garrafão exibia a dedicação: “Para: Tio Guiga”.

Os investigadores apontam que este último presente seria destinado a Guilherme Sodré, enteado de Wagner, apontado no relatório como operador e pessoa de confiança do parlamentar.

‘Proximidade e amizade’ e voo privado

O documento ressalta que, a partir de 2023, o vínculo entre a família do líder governista e o empresário ganhou forte conotação de “proximidade e amizade”.

Em outubro daquele ano, por exemplo, Wagner confirmou ao empresário que ele e a esposa aceitariam um convite de viagem. Dois dias depois, Lima encaminhou ao senador o prefixo de uma aeronave privada e o horário de partida.

Com base em mensagens e fotos extraídas do celular de Lima, a PF concluiu que o destino do casal foi a Ilha da Paixão, propriedade em ilha baiana que estaria sob posse e controle do ex-sócio do Master.

A Polícia Federal ressalta que o conjunto probatório reunido até o momento é de caráter preliminar e indiciário.

Fonte: Gazeta Brasil



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