Tarifa dos EUA ameaça exportações de sal do RN e pode afetar cerca de 4 mil empregos, alerta setor
Indústria salineira potiguar avalia que nova taxação de 50% compromete competitividade no principal mercado externo e dificulta a busca por novos compradores
A indústria salineira do Rio Grande do Norte avalia que a tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros poderá comprometer as exportações de sal do estado e colocar em risco aproximadamente 4 mil empregos diretos. O alerta foi feito pelo Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL-RN), que considera a medida um fator de forte impacto para o setor.
Em nota técnica, o sindicato afirma que a nova taxação pode inviabilizar as vendas para o principal mercado internacional da indústria salineira potiguar. A tarifa foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem previsão de entrar em vigor em 1º de agosto.
Segundo o SIESAL-RN, os Estados Unidos responderam por 47% das exportações de sal do Rio Grande do Norte nos últimos seis anos. Ainda de acordo com a entidade, o mercado norte-americano absorve cerca de 27% do volume exportado pelo estado, o equivalente a uma média de 530 mil toneladas por ano.
Para o presidente do sindicato, Airton Torres, a medida poderá provocar impactos em toda a cadeia produtiva do sal.
Além das empresas do segmento, o sindicato avalia que os reflexos poderão atingir transportadores, distribuidores, trabalhadores portuários e municípios do Semiárido potiguar cuja economia depende da atividade salineira.
FIERN acompanha negociações
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, afirmou que, após a redução da tarifa aplicada ao pescado brasileiro, o setor do sal passou a concentrar as maiores preocupações da indústria potiguar.
Mercado alternativo apresenta desafios
O SIESAL-RN também avalia que substituir o mercado norte-americano não será uma tarefa simples. Conforme a entidade, países como:
Chile - Egito - Namíbia - México.
passarão a disputar o mercado dos Estados Unidos em condições mais favoráveis. Ao mesmo tempo, os custos logísticos dificultam a ampliação das vendas para outros destinos internacionais.
Governo brasileiro prepara resposta
O governo federal informou que pretende responder à decisão norte-americana com base na Lei da Reciprocidade Econômica. Paralelamente, o Brasil mantém as negociações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos na tentativa de reduzir os impactos da medida sobre os setores exportadores.
Fonte: O Poti News

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