quarta-feira, 1 de julho de 2026

RELATORA DO PROJETO DE LEI DAS ESTETICISTAS DIZ QUE PROFISSIONAIS DEVEM SER CONSIDERADAS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Esteticistas podem ser reconhecidos como profissionais da saúde

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe reconhecer esteticistas, cosmetólogos e técnicos em estética como profissionais da área da saúde. A proposta também amplia as atribuições da categoria, estabelece novas exigências para a formação profissional e cria mecanismos para reduzir conflitos relacionados à fiscalização da atividade.

O Projeto de Lei 3.268/2026 foi apresentado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ) e outros parlamentares. Segundo os autores, a medida busca dar maior segurança jurídica ao setor e definir de forma mais clara as competências dos profissionais.

Ampliação das atribuições

O texto autoriza esteticistas e cosmetólogos a realizarem procedimentos estéticos faciais, corporais e capilares com produtos, técnicas e equipamentos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta também prevê a utilização de recursos de eletrotermofototerapia e intradermoterapia para fins estéticos, além de reconhecer atividades de auditoria, consultoria e assessoria relacionadas ao setor.

Estágio obrigatório e exame de proficiência

O projeto determina que cursos técnicos e superiores de estética e cosmetologia tenham estágio curricular supervisionado equivalente a, no mínimo, 20% da carga horária total, enquanto não forem estabelecidas diretrizes curriculares específicas.

Outra medida prevista é a criação de um exame de proficiência para profissionais graduados em outras áreas da saúde que desejem atuar como esteticistas e cosmetólogos. A avaliação deverá medir conhecimentos teóricos e práticos necessários para o exercício da profissão.

Mudanças na fiscalização

A proposta também altera a Lei de Abuso de Autoridade para prever punição a agentes públicos que apliquem penalidades administrativas em desacordo com os limites de suas atribuições. A pena prevista é de detenção de seis meses a dois anos, além de multa.

Segundo os autores, a mudança busca reduzir conflitos envolvendo a fiscalização do setor e evitar restrições consideradas indevidas ao exercício da profissão.

Próximos passos

O projeto será analisado pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação no plenário. Se aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionado pela Presidência da República, o texto entrará em vigor 60 dias após a publicação.

Fonte: Portal 98 FM



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