Fim de 'trisal', ciúmes e facadas: a relação a três que terminou em uma morte trágica
O assassinato do auxiliar administrativo Bruno Botelho Vieira, de 23 anos, em julho de 2019, é um dos casos criminais mais incomuns do Brasil. O jovem foi morto a facadas em Santos após o fim de um relacionamento amoroso envolvendo três pessoas.
O autor do crime, o operador de telemarketing Luiz Felipe de Oliveira Galdino, de 25 anos, confessou ter matado Bruno por não aceitar que a companheira colocasse fim ao "trisal" para permanecer apenas com a vítima.
O caso chamou atenção pela dinâmica do relacionamento, pela confissão imediata do acusado e pelo desfecho judicial, que terminou com a condenação do réu pelo Tribunal do Júri. O homicídio aconteceu na madrugada de 3 de julho de 2019, em um bairro de Praia Grande, no Litoral de São Paulo.
Luiz Felipe, Bruno e uma jovem de 20 anos moravam no mesmo apartamento e mantinham um relacionamento amoroso entre os três. Segundo a Polícia Civil, a convivência havia se tornado conflituosa depois que a mulher decidiu encerrar a relação com Luiz Felipe e continuar apenas ao lado de Bruno. A decisão, tomada um dia antes do crime, teria provocado a revolta do acusado.
Em depoimento à polícia, a jovem confirmou que mantinha um relacionamento simultâneo com os dois homens e afirmou que havia comunicado o fim da relação com Luiz Felipe na terça-feira, 2 de julho. Ela também relatou que os dois tinham uma filha de dois anos. Conforme a investigação, o operador de telemarketing não aceitou a separação e passou a ameaçar Bruno.
Segundo a mulher, ele chegou a dizer que mataria ele caso a jovem mantivesse a decisão. Na madrugada seguinte, Bruno saiu de casa após receber mensagens da companheira para encontrá-la. No local combinado, foi surpreendido por Luiz Felipe. De acordo com a investigação, o acusado desferiu três golpes de faca no abdômen da vítima. O ataque foi rápido e impediu qualquer reação de defesa.
Acionada, a Polícia Militar encontrou uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestando os primeiros socorros. Bruno foi encaminhado em estado grave para a Santa Casa de Santos, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher acompanhou o atendimento até o hospital enquanto os policiais preservavam o local do crime e apreendiam a faca utilizada no homicídio.
Confissão do crime
Pouco tempo depois, Luiz Felipe retornou ao apartamento e confessou espontaneamente aos policiais que havia esfaqueado Bruno. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para a Cadeia Pública de Santos. A Polícia Civil solicitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para complementar a investigação, que inicialmente registrou o caso como homicídio simples.
O crime rapidamente ganhou repercussão nacional devido ao contexto do relacionamento entre vítima, autor e a jovem. Dias após o homicídio, a mãe de Bruno chegou a acusar publicamente a mulher de ter participação na morte do filho, hipótese que não foi confirmada pela investigação. A jovem também afirmou que, já preso, Luiz Felipe comentou com familiares que ninguém deveria estar surpreso com o assassinato, pois ele dizia havia algum tempo que mataria Bruno.
Fonte: conexaoeconomia.com.br

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