Europa abre nova porta para o RN vender frutas, pescado e minérios a 720 milhões de pessoas
Plataforma da ApexBrasil aponta oportunidades para produtos potiguares em países como Alemanha, França, Itália e Espanha; setores de frutas, pescado e mineração aparecem entre os mais promissores
O RN tem 97 produtos com potencial para ampliar suas vendas para a União Europeia, um mercado formado por cerca de 720 milhões de consumidores. O levantamento da ApexBrasil aponta oportunidades para setores que já movimentam a economia potiguar, como fruticultura, pescado, mineração e indústria.
A plataforma “Painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por estado” identificou produtos que podem ganhar espaço no bloco europeu, incluindo melão, melancia, manga, mamão, pescado, ouro, pedras preciosas, castanha de caju, açúcar, calçados e outros itens produzidos no estado.
O estudo faz parte das análises relacionadas ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que abre possibilidades de expansão das vendas brasileiras para um dos maiores mercados consumidores do mundo.
RN tem oportunidades em 97 produtos
A ApexBrasil identificou possibilidades de exportação para produtos potiguares em diferentes setores:
Fruticultura: Melão; Melancia; Manga; Mamão; Goiaba; Banana; Pitaya; Limão;
Abacaxi; Maracujá.
Pescado
Atum; Espadarte (peixe-meca); Lagosta.
Mineração
Ouro; Tungstênio; Pedras preciosas; Ferro; Caulim; Feldspato.
Indústria
Castanha de caju; Açúcar; Tecidos; Calçados; Móveis; Mel; Sucos; Geleias.
A fruticultura aparece entre os setores com maior potencial. Produtos como melancia, mamão, goiaba e manga possuem oportunidades mapeadas em 23 países europeus, incluindo Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal e Países Baixos.
Para o melão, um dos principais produtos da pauta de exportação do RN, foram identificadas oportunidades em 20 países do bloco. O presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex/RN), Fábio Queiroga, afirma que o potencial de crescimento vai além dos produtos já consolidados.
RN já vendeu US$ 242 milhões para a Europa
Dados da ApexBrasil mostram que o RN exportou US$ 1,12 bilhão em produtos em 2025. Desse total, US$ 242 milhões tiveram como destino países da União Europeia.
Principais produtos vendidos ao bloco:
Melão: US$ 105 milhões
Melancia: US$ 56,2 milhões
Óleo de petróleo: US$ 43,2 milhões
Mamão: US$ 21,7 milhões
Goiaba e manga: US$ 4,7 milhões
Banana: US$ 1,6 milhão
Granito cortado: US$ 1,2 milhão
Outro setor apontado como promissor é o pescado. A plataforma identificou oportunidades para produtos como atum, espadarte e lagosta em diferentes países europeus. Apesar do potencial, o setor ainda enfrenta uma barreira: o embargo imposto pela União Europeia ao pescado brasileiro desde 2018, após questionamentos relacionados às exigências sanitárias e de rastreabilidade.
O presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca-RN), Arimar França Filho, afirma que a retomada das vendas para a Europa poderia representar uma expansão importante para o setor. “Voltar a vender para a Europa significa dizer que nós podemos crescer muito”, declarou.
Mineração também aparece no radar europeu
Além das frutas e do pescado, minerais potiguares também foram apontados como produtos com potencial de exportação.
O levantamento indica oportunidades para:
Pedras preciosas e semipreciosas em 23 países; Ferro em 15 países; Caulim em 11 países; Feldspato em 10 países.
O RN também tem potencial para ampliar negócios com:
Ouro; Tungstênio; Terras raras; Molibdênio; Quartzo.
Na mineração, o RN já possui participação nas exportações. O tungstênio, por exemplo, movimentou US$ 3,7 milhões em vendas externas em 2025. O ouro potiguar registrou US$ 91,3 milhões em exportações no período.
A ApexBrasil também identificou oportunidades para produtos industrializados do estado, como castanha de caju, tecidos, calçados, móveis, mel, sucos, doces e máquinas. Para representantes do setor produtivo, transformar as oportunidades em negócios dependerá da preparação das empresas, principalmente no cumprimento das exigências sanitárias, ambientais e técnicas do mercado europeu.
Fonte: Novo Notícias

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