Trump adverte que o Irã ‘deixará de existir’ caso os EUA decidam ampliar ataques militares
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (27) que o Irã “deixará de existir” caso Washington decida escalar as ações militares contra o regime de Teerã. A declaração foi publicada em sua rede social, Truth Social, horas após caças americanos bombardearem instalações militares iranianas na região do Estreito de Ormuz.
“Aviões dos Estados Unidos atacaram depósitos iranianos de mísseis e drones, assim como locais de radar costeiros, por violar o Acordo de Cessar-Fogo, NOVAMENTE! É muito possível que nunca aprendam! Pode chegar um ponto em que não sejamos mais capazes de ser razoáveis e nos vejamos obrigados a completar militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir!”, escreveu Trump.
Ataques dos EUA contra o Irã
A nova operação militar, confirmada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), ocorreu após um drone iraniano atingir o navio petroleiro M/T Kiku, de bandeira panamenha. A embarcação transportava mais de dois milhões de barris de petróleo bruto perto do Estreito de Ormuz por volta das 4h30 deste sábado (horário do leste dos EUA).
Segundo o Centcom, as forças americanas atuaram em resposta direta à “persistente agressão iraniana contra a navegação comercial”. A contraofensiva concentrou-se sobre instalações de vigilância, sistemas de comunicação, postos de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de colocação de minas pertencentes às forças iranianas.
Explosões no Irã e ataque ao Bahrein
A televisão pública iraniana IRIB, citando uma fonte militar, atribuiu múltiplas explosões nas regiões de Sirik e Qeshm ao impacto de projéteis americanos sobre uma torre de comunicações em Taherui.
A tensão regional também se estendeu ao Bahrein, onde o governo denunciou a incursão de “vários drones iranianos” sobre seu território, classificando a ação de Teerã como uma “flagrante violação da soberania” e das normas internacionais que protegem alvos civis.
Contexto da escalada
A crise atual começou a se agravar na última quinta-feira (25), quando a Guarda Revolucionária iraniana atacou o navio mercante M/V Ever Lovely, de bandeira de Singapura. A ação foi classificada pela Casa Branca como a primeira violação militar do acordo de cessar-fogo assinado recentemente entre as nações, em 17 de junho. O Centcom respondeu prontamente com bombardeios sobre posições militares iranianas na costa sul do país, antecedendo os eventos deste sábado.
Fonte: Gazeta Brasil

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