Pesquisa Quaest revela o que os eleitores acham do pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Vorcaro
Uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra que a maioria dos brasileiros desaprova a proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso envolve a revelação de mensagens e um financiamento milionário para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar da repercussão negativa, o episódio tem pouco impacto prático na intenção de voto para o senador, que é pré-candidato à Presidência: a grande maioria dos eleitores afirma que a polêmica não muda sua decisão atual.
O que os brasileiros acham do caso?
A pesquisa quis saber a opinião das pessoas sobre as mensagens vazadas, as visitas do senador à casa do banqueiro e o repasse de R$ 61 milhões para a produção do filme Dark Horse (sobre Jair Bolsonaro).
Os resultados mostram que a população vê a situação com desconfiança:
Pedido de dinheiro: 65% acham que Flávio Bolsonaro errou e deveria ter evitado pedir dinheiro ao banqueiro. Apenas 17% acham que ele acertou e que “não há nada demais”.
Conteúdo das mensagens: Para 60% dos entrevistados, as conversas reveladas entre os dois levantam suspeitas. Outros 19% acham que foram conversas normais.
Possível ilegalidade: 58% acreditam que o senador pode estar escondendo algum envolvimento ilegal no caso. Por outro lado, 27% acham que ele não está envolvido.
Curiosamente, a maioria dá o benefício da dúvida ao senador em um ponto: 62% acreditam na versão de Flávio de que ele não sabia que o banqueiro Daniel Vorcaro estava envolvido em antigos casos de corrupção.
Isso muda a eleição para Presidente?
Na prática, a polêmica mexeu pouco com a cabeça do eleitor, pois as opiniões sobre a família Bolsonaro já estão muito consolidadas. Para 76% dos entrevistados, a relação entre Flávio e o banqueiro não muda em nada a chance de votar nele.
Veja o detalhamento das respostas sobre a intenção de voto:
50% dizem que tudo continua igual e que já não votariam em Flávio de qualquer jeito.
26% dizem que tudo continua igual e que ainda votariam nele.
12% afirmam que a polêmica diminui a vontade de votar no senador.
6% dizem que o caso aumenta a vontade de votar nele.
6% não souberam ou não responderam.
O argumento de Flávio Bolsonaro: O senador se defende dizendo que o contrato de financiamento do banco para o filme tinha uma cláusula de segredo (confidencialidade) e que, por isso, ele não podia divulgar publicamente que o dinheiro vinha de Vorcaro.
Família Bolsonaro é a mais desgastada
A Quaest também perguntou quem saiu mais arranhado dessa história. Com o avanço das notícias, o percentual de pessoas que acham que a Família Bolsonaro foi a mais prejudicada subiu de 9% (em maio) para 16% (em junho). Outras instituições citadas, como o Governo Lula, o STF e o Banco Central, tiveram variações menores.
Sobre a pesquisa
O levantamento foi feito pela Quaest, encomendado pela Genial Investimentos. Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-07661/2026.
Fonte: Gazeta Brasil


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