sexta-feira, 26 de junho de 2026

INCÊNDIO NA CHAPA DE DEPUTADOS FEDERAIS DO UNIÃO BRASIL: ALLYSON BEZERRA ENTRA PARA ACALMAR OS ÂNIMOS E NÃO ARRANHAR SUA PRÉ-CAMPANHA

Kelps diz que vai frear críticas a deputados da federação para não prejudicar Allyson

Pré-candidato a deputado federal afirma que não abrirá mão das críticas à representação potiguar em Brasília, mas admite moderar o discurso para evitar desgaste ao projeto majoritário

O pré-candidato a deputado federal Kelps Lima (União) afirmou nesta quarta-feira 24 que vai reduzir o tom das críticas dirigidas a integrantes da federação União Progressista para evitar qualquer prejuízo à pré-candidatura de Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado. Em entrevista ao programa Meio-Dia TCM, da rádio 95 FM de Mossoró, o ex-deputado estadual declarou que não abrirá mão das avaliações que faz sobre a representação potiguar na Câmara dos Deputados, mas reconheceu que a disputa interna não pode atingir o projeto majoritário liderado pelo ex-prefeito de Mossoró.

“Não há nenhuma chance de eu fazer um movimento para prejudicar Allyson”, afirmou. Em seguida, foi ainda mais enfático ao tratar da relação com o aliado: “Allyson é meu amigo, é meu irmão. Eu acredito no projeto dele. A candidatura de Allyson é muito mais importante do que a minha. Muito”. Questionado se as críticas poderiam ser revistas diante do impacto político sobre a campanha estadual, respondeu: “Se precisar ajustar o tom, faço na hora. Não tem essa história”.

“Eu vou parar o tom por causa de Allyson”, complementou.

A declaração ocorre após dias de tensão dentro da federação formada por União Brasil e PP. Nas últimas semanas, Kelps passou a fazer críticas públicas aos deputados federais Robinson Faria (PP), João Maia (PP) e Benes Leocádio (União), todos pré-candidatos à reeleição e integrantes da mesma chapa proporcional. Em uma das declarações mais contundentes, chegou a classificar Robinson como o “pior governador dos últimos 40 anos” do Rio Grande do Norte.

As manifestações provocaram reação entre lideranças da federação. Na segunda-feira 22, o assunto foi debatido em uma reunião que contou com a presença de Allyson Bezerra, do ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil, e dos deputados federais Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio. Conforme relatos obtidos nos bastidores, o encontro teve como principal objetivo conter a escalada das hostilidades e impedir que a disputa por vagas na Câmara dos Deputados contaminasse a construção da candidatura de Allyson ao Governo do Estado.

A avaliação predominante entre dirigentes da federação é que Robinson, João Maia e Benes não são adversários externos, mas integrantes da mesma aliança política que sustenta o projeto estadual do ex-prefeito de Mossoró. Por isso, cresceu a preocupação de que os ataques internos acabassem fornecendo munição para adversários e dificultando a formação de um palanque unificado em 2026.

Na entrevista desta quarta-feira, Kelps procurou minimizar a dimensão da crise e afirmou que divergências internas são comuns em partidos e federações. “Essas divergências são normais. Elas acontecem”, declarou. Ele citou como exemplo o recente embate envolvendo a deputada federal Carla Dickson e a vereadora Nina Souza dentro do PL. Segundo o ex-deputado, o episódio teve acusações mais graves — Carla sugeriu que Nina estaria usando a estrutura da Prefeitura em prol de sua candidatura — e recebeu menos repercussão pública do que as discussões atualmente registradas na União Progressista.

“Essas divergências são normais. Elas acontecem. E eu não jogo baixo. Eu jogo e faço política. Meu movimento é público”, enfatizou, relativizando sua postura das últimas semanas.

Fonte: AgoraRN



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