quinta-feira, 4 de junho de 2026

BRASÍLIA VOLTA A TREMER: DIREITA E ESQUERDA NÃO QUEREM CPI DO MASTER E POLÍCIA FEDERAL BUSCA MAIS INFORMAÇÕES DE VORCARO COM DELAÇÃO

Mensagens revelam que Vorcaro tratou filme como prioridade após pedido de Flávio Bolsonaro

As cobranças pelo pagamento partiram do empresário Thiago Miranda, responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Vorcaro nas negociações do projeto

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, determinou que os aportes destinados ao filme “Dark Horse”, ligado ao senador Flávio Bolsonaro, fossem tratados como prioridade máxima. A informação consta em mensagens obtidas com exclusividade pelo Intercept Brasil.

As cobranças pelo pagamento partiram do empresário Thiago Miranda, responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Vorcaro nas negociações do projeto. Em 20 de janeiro de 2025, Miranda alertou o banqueiro: “Hoje é a data limite daquele primeiro aporte filme. Estamos no laço.”

Miranda encaminhou a Vorcaro uma captura de tela com mensagem do próprio senador pedindo pressão sobre o jurídico do investidor para destravar a operação. Flávio Bolsonaro escreveu: “Ela me perturbam e eu te perturbo aqui!! rs”. Logo após, Vorcaro respondeu: “Vou atras aqui”.

Os pagamentos pessoais e empresariais de Vorcaro eram geridos por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro. Zettel relatou ter R$ 55,5 milhões em compromissos pendentes sem especificar se o valor era em reais ou dólares.

Em 28 de janeiro, Vorcaro perguntou diretamente a Zettel: “Filme vc pagou?”. A resposta foi negativa: “Irmão, Não vem 1 real tem 3 semanas… Paguei foi nada.”

Zettel informou ainda que o projeto nem constava entre as prioridades financeiras em processamento naquele momento. Foi então que Vorcaro enviou a mensagem: “Esse e o mais importante disparado. Nao pode falhar mais.”

Os documentos financeiros obtidos pelo Intercept registram um planejamento de aportes de quase US$ 24 milhões para o projeto, equivalente a R$ 134 milhões pela cotação da época. Até maio de 2025, pelo menos US$ 10,6 milhões foram recebidos pelo fundo Havengate, responsável pela produção.

O Havengate está sob controle de Paulo Calixto, advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro. Naquele mesmo período, o Banco Central intensificava cobranças sobre capitalização e liquidez do Banco Master.

O Intercept entrou em contato com Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Flávio Bolsonaro, Thiago Miranda e Paulo Calixto. Nenhum deles respondeu até o fechamento da reportagem.

Fonte: Portal 98 FM



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