Lula espera aceno de Alcolumbre para retomar diálogo após derrota no STF
Intermediários de ambos os lados, incluindo os ministros José Múcio e José Guimarães, atuam para reduzir o atrito entre as duas autoridades
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tome a iniciativa de propor um encontro para normalizar a relação entre os dois. A tensão começou após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, em março.
A derrota de Messias foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos. Lula disse a aliados que a derrota foi tão difícil para ele quanto para o próprio indicado.
Intermediários de ambos os lados, incluindo os ministros José Múcio e José Guimarães, atuam para reduzir o atrito entre as duas autoridades. Um interlocutor de Alcolumbre afirmou que o senador não recusaria uma reunião com Lula, caso houvesse convite.
O governo avalia que Alcolumbre articulou a derrota de Messias por preferir o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga. Alcolumbre nega e atribui o resultado à falha de articulação política da própria equipe do Planalto.
Desde a rejeição, Lula e Alcolumbre se encontraram duas vezes em público. No último encontro, na quarta-feira passada, conversaram por cerca de dez minutos em sala reservada do TCU, sem abordar temas considerados polêmicos.
A derrubada dos vetos de Lula à LDO, na quinta-feira, foi lida por aliados do governo e do Congresso como um sinal de acomodação política. A votação envolvia pauta prioritária para Alcolumbre, que anunciou a apreciação do veto durante a Marcha dos Prefeitos em Brasília.
Um aliado do senador afirmou que houve entendimento entre lideranças de que a derrubada dos vetos não representaria uma derrota imposta ao governo. Um líder do Senado descreveu a votação como um caminho para avançar com consensos.
Apesar dos sinais de distensão, Alcolumbre não participou de evento no Palácio do Planalto na quarta-feira, que marcou 100 dias do pacto dos três Poderes contra a violência à mulher. A assessoria do senador informou que ele tinha compromisso pessoal.
Fonte: O Globo

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