De Messias à dosimetria: as 10 maiores derrotas de Lula no Congresso
Derrubada do veto ao PL da Dosimetria e rejeição histórica de Jorge Messias para o STF expõem a fragilidade da articulação política do Planalto
A derrubada definitiva do veto de Lula ao chamado PL da Dosimetria e a rejeição histórica de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) escancararam, em menos de 24 horas, uma dificuldade que acompanha o governo desde o início da atual legislatura: a falta de uma maioria sólida no Congresso Nacional.
Nesta quinta-feira (30), deputados e senadores derrubaram o veto presidencial ao projeto que muda o cálculo das penas de condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Na Câmara, foram 318 votos pela derrubada do veto e 144 pela manutenção. No Senado, 49 a favor da rejeição do veto a 24 contrários. Com a decisão, o projeto volta a valer e pode beneficiar Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos golpistas.
Rejeição de indicado
Na véspera, o Senado havia barrado a indicação de Jorge Messias ao STF, impondo a Lula uma derrota inédita em 132 anos na análise de nomes para a Corte. O então advogado-geral da União recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, abaixo dos 41 necessários para aprovação.
Os dois episódios reforçam uma sequência de derrotas importantes acumuladas pelo Planalto desde 1º de fevereiro de 2023, quando começou sua relação com o atual Congresso. Esses reveses atingiram áreas centrais da agenda do governo, como meio ambiente, direitos indígenas, política fiscal, saneamento, segurança institucional, relação com o Judiciário e responsabilização pelos atos antidemocráticos.
Fonte: Congresso em Foco

Nenhum comentário:
Postar um comentário