segunda-feira, 4 de maio de 2026

A TRADIÇÃO E A ROTINA QUE O TREM URBANO TRAZIA PARA CEARÁ-MIRIM/RN

O trem não era apenas transporte — era tempo, encontro e acontecimento

Em Ceará-Mirim, ele marcava as horas do dia melhor que qualquer relógio. O apito anunciava mais do que chegada e partida: anunciava gente, histórias, novidades.

Era o momento de sentar na calçada, observar a rua ganhar vida, ver quem subia e quem descia da estação. Crianças corriam, vizinhos comentavam, vendedores circulavam — a cidade inteira respirava junto com o trem.

Para muitos, ele era rotina e compromisso. Quem trabalhava na capital partia cedo, voltava só ao fim do dia. E no meio disso tudo, havia a espera — silenciosa, constante, cheia de expectativa. A chegada de um pai, de um filho, de alguém querido.

O trem era movimento, mas também era vínculo. Era pressa e pausa ao mesmo tempo.

Era o coração da cidade batendo nos trilhos.

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Fonte: Instagram Valdir Machado



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