Médicos não conseguiram diagnosticá-la por anos, mas ChatGPT acertou em minutos
Uma mulher do País de Gales afirma ter descoberto uma doença rara após recorrer ao ChatGPT, depois de anos enfrentando diagnósticos incorretos e piora dos sintomas sem respostas médicas conclusivas.
Phoebe Tesoriere, de Cardiff, relatou à BBC que vinha sofrendo há anos com convulsões, quedas e problemas de equilíbrio desde a infância. Segundo ela, ao longo do tempo, médicos chegaram a atribuir seus sintomas à ansiedade, depressão e epilepsia, além de alertarem que ela poderia ser tratada como paciente de saúde mental caso continuasse buscando atendimento de emergência.
A jovem afirmou que seus problemas começaram ainda na infância, quando apresentava dificuldades para caminhar. Ela nasceu com uma alteração no quadril e passou por cirurgias quando bebê, o que inicialmente foi apontado como possível causa das limitações motoras.
Mais tarde, aos 23 anos, ela chegou a ser investigada para uma condição chamada disprasia, que afeta a coordenação, mas os testes deram negativo. Aos 19 anos, sofreu uma convulsão e, segundo ela, o episódio foi associado pelos médicos à ansiedade, diagnóstico que ela contestou por não ter histórico da condição.
Em 2022, Phoebe recebeu diagnóstico de epilepsia e iniciou tratamento medicamentoso. No entanto, afirma que os sintomas pioraram com o tempo, incluindo dificuldade para andar e novas crises convulsivas. Depois, também foi diagnosticada com paralisia de Todd, condição relacionada à epilepsia.
Em janeiro de 2025, ela caiu de uma escada e precisou ficar três meses internada. Mesmo após uma série de exames, os resultados não chegaram a uma conclusão definitiva. Meses depois, sofreu uma nova convulsão e ficou em coma por três dias. Ainda assim, segundo ela, os médicos atribuíram o quadro novamente ao estresse e à ansiedade.
Desesperada com a falta de respostas, Phoebe decidiu recorrer ao ChatGPT. A ferramenta sugeriu que seus sintomas poderiam estar ligados à paraparesia espástica hereditária, uma doença genética rara que provoca rigidez muscular progressiva e fraqueza nas pernas.
Ao levar a hipótese aos médicos, exames genéticos foram solicitados e confirmaram o diagnóstico sugerido pela inteligência artificial.
Hoje, Phoebe utiliza cadeira de rodas e realiza fisioterapia para controlar os sintomas. Ela precisou abandonar a carreira de professora, mas afirma que está cursando mestrado em psicologia com o objetivo de ajudar outras pessoas.
Em declaração à BBC, um porta-voz da autoridade de saúde de Cardiff e Vale afirmou: “Lamentamos ouvir sobre a experiência de Phoebe durante o nosso atendimento.”
Fonte: Gazeta Brasil

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