Da série iniciativas bacanas!
Nestes tempos em que marcos históricos sucumbem ao abandono, a iniciativa da @doisaincorporacoes é para ser sempre relembrada.
A empresa protagonizou um verdadeiro resgate da identidade arquitetônica da capital-potengi ao restaurar o casarão nº 479 da Av. Deodoro da Fonseca, no bairro de Petrópolis.
Construído por volta de 1916, o imóvel é um dos últimos exemplares da arquitetura eclética de Natal, reunindo influências neoclássicas e art nouveau, um testemunho silencioso de uma época em que a cidade buscava dialogar com a estética europeia.
Tombado desde 1989 pela Fundação José Augusto, o casarão já foi residência de nomes importantes como o desembargador Joaquim Ferreira Chaves e o médico Varela Santiago.
O que poderia ter se tornado apenas mais uma ruína urbana ganhou nova vida graças à sensibilidade do empresário Flávio Azevedo. Ao adquirir o imóvel em 2013, ele assumiu não apenas um investimento, mas um compromisso com a memória da cidade. O resultado, concluído em 2016, é um exemplo raro de equilíbrio entre preservação histórica e funcionalidade contemporânea.
A restauração respeitou integralmente a fachada e a volumetria original, recuperando elementos como pisos, esquadrias, ferragens e até detalhes mais delicados, como o forro metálico belga. Cada escolha revelou um cuidado quase artesanal, um trabalho que não apenas recupera paredes, mas reconta histórias.
Mais do que isso, a intervenção demonstra que é possível integrar o antigo ao novo com inteligência. O edifício moderno construído nos fundos dialoga com o casarão sem competir com ele, provando que desenvolvimento urbano e preservação não são conceitos opostos, mas complementares.
Ao transformar o espaço em sua sede, a Dois A Engenharia não apenas salvou um patrimônio: devolveu à cidade um pedaço de sua alma. Em um cenário onde a descaracterização urbana avança, iniciativas como essa deveriam servir de inspiração, e até de provocação, para outros empresários e gestores públicos.
Porque preservar não é olhar para trás. É garantir que o futuro tenha memória.
Blog 30zero7

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