Polícia investiga se mulher presa em caso de ataque de pitbull em Extremoz cometeu outros crimes
A Polícia Civil investiga se a mulher presa no caso da morte de um homem após um ataque de pitbull em Extremoz, na Grande Natal, cometeu outros crimes, dessa vez, no município de Ceará-Mirim. O caso aconteceu na sexta-feira (7) em uma casa localizada na Rua Marechal Cunha Machado, no conjunto Portal do Sol. Ela foi presa no último domingo (8). A vítima foi identificada como Paulo Montanha, de 62 anos.
A polícia teve acesso a áudios no qual a tutora do animal fala sobre supostos crimes. De acordo com a delegada adjunta de Extremoz, Ana Beatriz Alves, a suspeita confirma que é ela nas gravações, porém nega que as informações são verídicas. “Ela fala que ela criou essas informações”, disse a delegada.
Ainda de acordo com a delegada, todo o material está de posse da Polícia Civil e está sendo investigado. “Como se tratam de supostos cometimentos de crime em outro município, que no caso é Ceará-Mirim, está sob a investigação das unidades de Ceará-Mirim”, completou.
O caso
De acordo com a delegada adjunta de Extremoz, Ana Beatriz Alves, a Polícia Civil iniciou as investigações após receber uma denúncia de que o ataque do pitbull não teria sido um acidente, mas que se tratava de um caso de homicídio. A polícia teve acesso a mensagens e áudios trocados entre a suspeita e uma testemunha que levantou a suspeita que o caso se tratava de um crime.
“Nesse conteúdo, nós encontramos elementos de informação que, de fato, convergiam para o cometimento de crime”, disse.
A delegada disse ainda que ao chegar ao local do fato, a suspeita relatou que havia se tratado de um acidente, que o animal teria se soltado e saído de um cômodo e avançado em direção à vítima.
“A versão inicial da investigada era a de que, de fato, a porta estaria fechada sem estar trancada e que o cachorro teria aberto essa porta, considerando que ele é um cachorro de grande porte, ele teria ficado em pé e teria aberto a alavanca desse cômodo e saído de lá em direção à vítima. Porém, no interrogatório, a interrogada chegou a afirmar que achava que tinha deixado essa porta aberta”, afirmou a delegada.
Ainda de acordo com a delegada Ana Beatriz, a mulher teria mudado a versão mais uma vez, voltando para a versão de que teria fechado essa porta, só não trancado.
Demora para chamar o socorro
Ainda de acordo com a delegada, a suspeita relatou à polícia que teria tentado salvar a vítima, arrastando da parte externa da casa, onde ele estava trabalhado, e levando para o banheiro do imóvel para prestar o socorro.
“Ela alega ter cortado a calça dele com uma faca e ter tentado realizar um torniquete, tendo em vista que a lesão teria sido na parte mais abaixo da perna. Ela fala também que acionou os serviços de atendimento, de prestação de socorro à Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)”, disse.
Porém, segundo a delegada, houve um lapso temporal entre o ataque da vítima e o acionamento do Samu. A mulher trocou mensagens e fez ligação com uma irmã por volta das 12h08, e alegou na conversa que só teria acionado a ambulância por volta das 12h29.
De acordo com a delegada a mulher deve permanecer presa por pelo menos 30 dias. A polícia ainda aguarda o resultado do laudo necroscópico e a perícia em dois celulares da suspeita.
Fonte: Portal 98 FM

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