quinta-feira, 12 de março de 2026

INSTITUIÇÃO DO ESPORTE IRANIANO RESOLVE RETIRAR A SELEÇÃO NACIONAL DE FUTEBOL DA COPA DO MUNDO 2026

Ministro do Esporte do Irã garante que seleção não disputará a Copa do Mundo 2026

A menos de 100 dias para o início da Copa do Mundo 2026, o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que seu país não participará da competição, marcada para Estados Unidos, Canadá e México, devido à escalada de violência no Oriente Médio. Até o momento, a FIFA não confirmou oficialmente a ausência da seleção iraniana. A declaração foi dada pelo ministro à TV estatal na manhã desta quarta-feira (11).

A decisão anunciada pelo ministro ocorre após o ataque que matou o líder do regime, ayatolá Alí Jamenei, em 28 de fevereiro. Donyamali justificou que a combinação de conflitos bélicos e sanções internacionais recentes tornou inviável a participação da equipe: “Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, disse o ministro à televisão estatal.

“Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação”, acrescentou Ahmad Donyamali.

“Diante das ações maliciosas realizadas contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares do nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença.”

O Irã estava programado para disputar três partidas do Grupo G, todas nos Estados Unidos: dois jogos em Los Angeles e um em Seattle, contra Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Apesar do contexto político tenso, a organização do evento mantém a porta aberta para a participação iraniana. Segundo Gianni Infantino, presidente da FIFA, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou: “O combinado asiático é bem-vindo ao país”.

Infantino ainda destacou a importância do torneio: “Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo para unir as pessoas, agora mais do que nunca”.

O clima de tensão também atingiu o futebol feminino do Irã. Durante a última Copa da Ásia feminina, seis jogadoras optaram por permanecer na Austrália sob vistos humanitários, após relatos de perseguição. O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, questionou a segurança de enviar a seleção masculina ao Mundial nos EUA, apontando o risco de interferência política: “Que pessoa sensata enviaria sua seleção a um país se o torneio for tão político quanto a Copa da Ásia?”.

Fonte: Gazeta Brasil



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