Trump diz que líder supremo do Irã foi morto e promete ampliar ataques
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu durante a ofensiva militar conduzida por forças americanas com apoio de Israel.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano declarou que Khamenei “não conseguiu escapar” da inteligência e dos sistemas de rastreamento dos EUA. Segundo Trump, outros líderes iranianos também teriam sido mortos na operação.
“Khamenei está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados”, escreveu o presidente.
Trump ainda fez um apelo para que a população iraniana “recupere seu país” e sugeriu que integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e das forças de segurança estariam buscando imunidade. Em tom de advertência, afirmou que quem não aceitar a anistia “terá apenas a morte”.
O presidente disse acreditar que o processo de mudança no Irã deve começar em breve, mas indicou que os ataques continuarão ao longo da semana.
Ofensiva militar
Mais cedo, Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã, prometendo destruir o programa nuclear do país e aniquilar suas forças armadas. Em vídeo de oito minutos divulgado na Truth Social, acusou Teerã de rejeitar todas as oportunidades de abandonar suas ambições nucleares.
Israel também confirmou participação na ofensiva.
Diferentemente do confronto ocorrido em junho de 2025, quando as ações duraram poucas horas, fontes ouvidas pela CNN Internacional indicam que, desta vez, a campanha militar pode se estender por vários dias.
Em retaliação, o Irã lançou ataques contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Escalada após protestos
A tensão entre Washington e Teerã se intensificou após protestos antigovernamentais que tomaram o Irã no início do ano. As manifestações, motivadas por inflação elevada e insatisfação com o regime, foram reprimidas com violência.
Grupos de direitos humanos apontam que mais de 5 mil manifestantes teriam morrido durante a repressão. Em discurso sobre o Estado da União, Trump mencionou o número de 32 mil mortos.
O governo iraniano também impôs bloqueios de internet durante os protestos.
Desde então, Trump vinha alertando que reagiria “com força total” caso houvesse repressão violenta, afirmando que os Estados Unidos estavam “prontos e armados”.
Fonte: CNN Brasil

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