sábado, 14 de fevereiro de 2026

SECRETARIA DE SAÚDE DO RIO GRANDE DO NORTE NEGA DISSEMINAÇÃO DO 'SUPERFUNGO' E DIZ QUE NÃO HOUVE INTERDIÇÃO DE LEITOS

Sesap nega disseminação de Candida auris no Hospital da PM

Secretaria confirma caso isolado do fungo e afirma que não houve interdição de leitos

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que não houve disseminação do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. A nota foi divulgada após relatos sobre suposta contaminação de equipamentos e fechamento de leitos na unidade.

De acordo com a pasta, “não procede” a informação de espalhamento do fungo ou de bloqueio de leitos. A secretaria esclareceu que “foi encontrado fungo na grade da cama do paciente e na cadeira que ele estava utilizando” e que “não houve bloqueio de leitos”.

Ainda segundo a Sesap, “o paciente permanece isolado, não há mais ninguém contaminado” e que “ele segue sem manifestar qualquer sintoma relacionado ao fungo”.

Informações divulgadas anteriormente apontavam que macas e cadeiras de rodas teriam apresentado resultado positivo para o fungo e que leitos teriam sido fechados de forma preventiva. A secretaria confirmou que o paciente diagnosticado permanece internado e em isolamento, mas reiterou que não há novos casos nem restrições de leitos.

Caso confirmado no RN

A Sesap confirmou a identificação do fungo Candida auris em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano no dia 5 de fevereiro, após dois exames realizados pelo Laboratório Central do Estado do Rio Grande do Norte.

O alerta inicial foi emitido pelo Lacen em 20 de janeiro, com confirmação posterior por meio de testes de genotipagem realizados em laboratório em São Paulo. O paciente está hospitalizado para tratamento de uma condição cardíaca que motivou a internação e apresenta quadro estável. A pasta informou ainda que não há outros casos sob investigação no estado e que a situação é acompanhada pelo Ministério da Saúde.

Sobre a Candida auris

A Candida auris é considerada um fungo emergente e raro no Brasil, com registros em estados como Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. A infecção pode ser grave, especialmente em pacientes com fatores de risco.

O fungo foi identificado pela primeira vez em 2009, no Japão. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi notificada sobre o primeiro caso em dezembro de 2020, na Bahia. Desde então, foram registrados surtos em diferentes unidades da federação.

De acordo com alerta publicado em 2023 pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, os principais fatores de risco associados ao fungo incluem:

1. internação em unidades de terapia intensiva;

2. hospitalização prolongada ou permanência em instituições de longa permanência;

3. uso de cateter venoso central e outros dispositivos invasivos;

4. tratamento prévio com antifúngicos;

5. cirurgia recente;

6. imunossupressão;

7. diabetes.

Fonte: Poti News



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