Governo Federal estuda trens de passageiros e pode transformar mobilidade no Rio Grande do Norte
O Governo Federal confirmou a devolução de 3.001 quilômetros de ferrovias não operacionais da Ferrovia Transnordestina Logística à União, abrindo caminho para um novo capítulo na mobilidade do Nordeste — com impacto direto no Rio Grande do Norte. A medida contempla trechos nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
A iniciativa ganhou força após o Ministério dos Transportes anunciar que aguarda, ainda neste mês, um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre a viabilidade de transformar essas linhas abandonadas em sistemas de transporte de passageiros. A proposta inclui a implantação de VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e outros modelos de mobilidade urbana, aproveitando a infraestrutura já existente.
Segundo o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Cezar Ribeiro, o objetivo é dar nova função social aos trechos devolvidos. A estratégia prevê a realização de “chamados públicos” para atrair a iniciativa privada, que já demonstrou interesse em recuperar e operar a malha ferroviária.
Impacto direto para o RN
Para o Rio Grande do Norte, o projeto pode representar uma revolução na mobilidade regional. A reativação de trechos ferroviários para transporte de passageiros pode:
1. Reduzir custos de deslocamento intermunicipal;
2. Diminuir congestionamentos e acidentes nas rodovias;
3. Integrar o transporte ferroviário aos sistemas de ônibus urbanos;
4. Estimular o desenvolvimento econômico nas cidades cortadas pela malha;
5. Valorizar áreas urbanas e gerar empregos diretos e indiretos.
Especialistas apontam que essas antigas “espinhas dorsais” ferroviárias podem se tornar eixos estruturantes de desenvolvimento, promovendo maior integração regional e ampliando o acesso da população a trabalho, educação e serviços.
Enquanto isso, a própria FTL planeja investir mais de R$ 3 bilhões na modernização das linhas ativas voltadas ao transporte de cargas, com substituição de dormentes de madeira por concreto e melhorias urbanas nas cidades atendidas. Embora o foco atual seja o transporte de grãos e celulose, os contratos já permitem o compartilhamento da infraestrutura entre cargas e passageiros — o que pode facilitar a implantação dos novos serviços.
Se confirmada a viabilidade técnica e econômica, o Rio Grande do Norte pode voltar a ver trens transportando pessoas, resgatando uma tradição histórica e, ao mesmo tempo, avançando rumo a um modelo de mobilidade mais moderno, sustentável e integrado.
Fonte: Portal Mais RN

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