Bastidores apontam Álvaro Dias como nome cogitado para eleição indireta ao Governo do RN
Ex-prefeito de Natal diz estar preparado, mas condiciona decisão a diálogo com lideranças do grupo político
A possibilidade de uma eleição indireta para a sucessão no Governo do Rio Grande do Norte passa a ganhar contornos mais concretos nos bastidores políticos. Diante da hipótese de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), para disputar o Senado, e da sinalização do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o cargo, a Assembleia Legislativa poderá ser chamada a escolher um governador tampão entre os meses de abril e maio. Nesse contexto, o nome do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), surge como alternativa em discussão no campo da direita.
Com dois mandatos à frente da Prefeitura do Natal e pré-candidato ao Governo do Estado na eleição direta de outubro, Álvaro Dias passou a ser citado em articulações conduzidas por deputados estaduais, especialmente entre parlamentares ligados ao grupo do senador Rogério Marinho (PL). O grupo reúne ao menos seis deputados na Assembleia e atua na tentativa de construir maioria para a escolha do eventual governador por meio do pleito indireto.
Em entrevista ao Diário do RN, Álvaro afirmou que se considera apto a assumir o comando do Executivo estadual, citando o desempenho de sua gestão na capital potiguar como credencial.
“Olha, a nossa gestão em Natal fala por isso. Está uma demonstração inequívoca de que quem realizou uma boa gestão em Natal deverá fazer também uma boa gestão pelo Rio Grande do Norte. A gente encerrou a nossa gestão em Natal com 65% de aprovação. Isso é realmente um atestado indiscutível de competência e de que uma boa gestão à frente da capital depois de dois mandatos foi realizada. Então, eu acho que sobre isso aí, não tem nenhuma dúvida de que a gente se considera preparado para disputar o governo do Estado”, disse.
Apesar da avaliação positiva sobre sua trajetória administrativa, o ex-prefeito adota cautela quanto a uma eventual candidatura no modelo indireto. Em período de férias com a família no exterior, ele afirmou que qualquer posicionamento será tomado de forma coletiva, após diálogo com as principais lideranças do grupo político ao qual pertence.
“Para tomar essa decisão eu preciso conversar com Rogério, Styvenson e Paulinho”, declarou, em referência ao senador Rogério Marinho (PL), ao senador Styvenson Valentim (PSDB) e ao prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil).
Ao ser questionado sobre a disposição para disputar especificamente um mandato tampão, Álvaro avaliou que o debate ainda é prematuro e depende de definições políticas e institucionais que não estão consolidadas.
“Isso aí é falar sobre hipótese. Porque ninguém sabe ainda se a governadora Fátima sai, se fica, se o vice assume ou não assume. Então é algo assim que está sendo falado com muita antecipação e eu terei uma opinião formada sobre isso aí, mas apenas depois que eu falar com o Rogério, com o Styvenson e com o Paulinho para tomar uma posição em grupo, já que eu faço parte de um grupo. Eu preciso tomar uma decisão em conjunto com eles”, afirmou.
De acordo com informações apuradas pelo Diário do RN, o avanço das articulações depende, neste momento, do mapeamento do apoio entre os deputados estaduais, que serão os responsáveis pela escolha em uma eventual eleição indireta. O levantamento busca identificar se há votos suficientes para sustentar o nome que venha a ser apresentado. Até o momento, os pré-candidatos ao Governo do Estado, Rogério Marinho (PL), Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT), ainda não têm clareza sobre o posicionamento definitivo da maioria dos parlamentares.
Fonte: Portal Poti News

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