‘Sou prisioneiro de guerra!’: Maduro perdeu a paciência e discutiu com ex-preso político em tribunal
Nicolás Maduro enfrenta Justiça americana em audiência dramática em Nova York
Foi o momento em que um ditador brutal se viu frente a frente com o que a procuradora-geral Pam Bondi chamou de “toda a força do sistema de justiça americano”.
Mas, em vez de conter sua raiva diante do tribunal, foi Nicolás Maduro quem perdeu o controle durante sua primeira audiência preliminar em Nova York.
O ex-presidente da Venezuela entrou em uma discussão acalorada com Pedro Rojas, um homem que alegou ter sido preso pelo regime de Maduro. Rojas o advertiu que ele “pagaria” por seus crimes, e Maduro respondeu gritando que era um “prisioneiro de guerra”.
O episódio ocorreu ao final de uma audiência de 30 minutos no tribunal federal de Manhattan, onde o juiz teve que interromper Maduro no meio de um desabafo sobre ter sido “sequestrado” por forças norte-americanas.
Foi um momento humilhante para o homem que, apenas três dias antes, era chefe de Estado.
Aparência e escolta
Maduro, 63 anos, entrou na sala 26A usando camiseta azul, camiseta laranja por baixo e calças prisionais bege. Suas mãos estavam algemadas para trás, liberadas apenas ao entrar, mas suas pernas permaneciam acorrentadas.
Sua esposa, Cilia Flores, 69 anos, usava roupas semelhantes e também estava algemada, sentando-se com expressão de dor. Dois marshals norte-americanos acompanhavam o casal dentro do tribunal lotado.
Ao entrar, Maduro acenou para pessoas na plateia e disse em inglês: “Happy New Year”. Um espectador respondeu com um joinha. Ambos ouviram a audiência com fones de tradução, enquanto Maduro fazia anotações em um bloco amarelo, mantendo expressão impassível.
Alegações e defesa
Quando o juiz Alvin Hellerstein, indicado por Clinton, leu um resumo da acusação, incluindo quatro crimes de tráfico de drogas, Maduro se identificou:
“Sou Nicolás Maduro Moros. Sou presidente da República da Venezuela. Estou aqui, sequestrado, desde sábado, 3 de janeiro. Fui capturado em minha casa em Caracas, Venezuela.”
O juiz interrompeu, afirmando que não era o momento para explicações detalhadas, apenas para confirmação da identidade. Maduro e sua esposa pleitearam inocência.
Maduro declarou:
“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente. Continuo sendo presidente da Venezuela.”
Flores se identificou como primeira-dama da Venezuela e afirmou ser “completamente inocente”.
A próxima audiência foi marcada para 17 de março, sem solicitação de fiança. Durante a sessão, o advogado de Flores pediu que ela fosse submetida a exames de raio-X, devido a ferimentos graves sofridos durante a captura, incluindo hematomas e possível fratura nas costelas.
O juiz solicitou cooperação entre acusação e defesa para garantir atendimento médico adequado ao casal.
Captura e transporte
Maduro e Flores foram sequestrados em sua residência em Caracas por uma operação de alto risco da Delta Force, autorizada pessoalmente por Donald Trump. Eles foram levados a um campo de futebol, embarcaram em um helicóptero, e transportados até o Manhattan Federal Court, em meio a intensa segurança, incluindo agentes do DEA e policiais do NYPD.
Apesar de não estarem algemados nas pernas, Maduro apresentou dificuldade para caminhar. O casal foi escoltado em veículo blindado, e barricadas separaram manifestantes pró e contra Maduro do lado de fora do tribunal.
Protestos e repercussão
Centenas de pessoas gritaram de ambos os lados das barreiras, com protestos contra e a favor de Maduro. Um grupo pró-Maduro entoava:
“Fora de Gaza, fora do Iraque! Fora da Venezuela, Trump volte!”
Enquanto isso, a oposição venezuelana celebrou a prisão. David Cardenas, advogado de direitos humanos, afirmou:
“Esperamos por este momento por 25 anos. Maduro é um criminoso e terrorista. Agora, finalmente, está sendo responsabilizado.”
Impacto internacional
Explosões ocorreram em Caracas durante a operação, com autoridades cubanas relatando a morte de 32 cubanos, enquanto Donald Trump sugeriu que Cuba estava próxima do colapso após a captura de Maduro.
Maduro manteve controle absoluto sobre o país por mais de uma década, junto de sua esposa Cilia Flores, e outros líderes do regime, como Delcy Rodríguez, agora presidente interina, seu irmão Jorge Rodríguez, e o ministro do Interior Diosdado Cabello.
Países com forte relação com Maduro, incluindo China, Rússia e Irã, condenaram a operação, enquanto aliados dos EUA, como a União Europeia, expressaram preocupação.
Fonte: Gazeta Brasil

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