quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PREFEITO DE MOSSORÓ/RN SUSPEITA DE ANO ELEITORAL E SEU DESEMPENHO NAS PESQUISAS PARA EXOPSIÇÃO DE SEU NOME NA 'OPERAÇÃO MEDERI'

Allyson nega denúncias e associa Operação Mederi ao ano eleitoral

Depois de ser alvo da Operação Mederi, que apura um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em contratos da área da saúde, com foco no fornecimento de medicamentos, o prefeito da cidade de Mossoró, Allyson Bezerra (União), se manifestou publicamente insinuando que a ação está associada ao ano eleitoral, no qual ele é pré-candidato ao governo do Estado. “É um processo lá de 2023. Mas só agora em janeiro de 2026, ano eleitoral em que nosso nome, de forma espontânea pelo povo do estado do Rio Grande do Norte, desponta em primeiríssimo lugar para o governo do estado, é que o nosso nome foi aí citado”, pontuou.

No Rio Grande do Norte, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, entre eles um na residência do prefeito. Em declaração nas redes sociais, ele disse encarar a situação com tranquilidade e confirmou que agentes federais apreenderam um telefone celular, um notebook e dois HDs pessoais em sua residência. O prefeito disse ainda que houve colaboração integral com a Polícia Federal durante o cumprimento do mandado. “Recebi os agentes com cordialidade, apresentei todos os ambientes da casa e entreguei tudo o que foi solicitado. Estarei sempre à disposição para prestar esclarecimentos”, disse.

Além de Mossoró, a ação ocorreu nas cidades de Natal, Parnamirim, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. 

O prefeito de Mossoró ressaltou que, ainda em 2023, editou um decreto municipal determinando que todos os medicamentos distribuídos pela Prefeitura de Mossoró passassem obrigatoriamente pelo Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus), plataforma federal de controle e rastreamento de insumos. “Na época foi visto como burocracia. Hoje eu vejo aqui como uma solução de transparência que nós demos pra gestão”, disse.

Apesar da operação, Allyson afirmou que segue no exercício do cargo. “Eu faço questão que toda a investigação seja conduzida com o total rigor da lei. Apresentarei todos os fatos, todos os documentos, tudo que me for solicitado a qualquer tempo, estarei aqui pronto e preparado”, disse ele.

Em nota, a defesa do prefeito afirmou que não há elementos que vinculem pessoalmente Allyson Bezerra às irregularidades investigadas. Segundo os advogados, o mandado foi deferido com base em diálogos envolvendo terceiros e não resultou em qualquer medida restritiva ao gestor. “A investigação envolve contratos firmados entre municípios e empresas fornecedoras de medicamentos, em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do prefeito de Mossoró”, diz o texto. A defesa ressaltou ainda que Allyson colaborou desde o primeiro momento com as autoridades.

De acordo com as investigações, empresas sediadas no RN mantinham contratos com prefeituras de diferentes estados para o fornecimento de insumos à rede pública de saúde.

Reação política foi imediata no estado

As primeiras manifestações políticas após a operação partiram de nomes ligados à governadora Fátima Bezerra (PT). A deputada federal Natália Bonavides (PT) usou as redes sociais para comentar a ação da Polícia Federal. Ela destacou que a acusação é “grave” e envolve suspeitas de fraudes em contratos da saúde.

Já Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo do RN, disse que a operação “merece atenção de todos” e destacou que a gestão de recursos públicos exige compromisso, zelo e honestidade. 

Em Mossoró, o vereador Cabo Deyvison (MDB), que faz oposição ao prefeito, publicou uma série de vídeos fazendo denúncias e comemorando a ação da Polícia Federal e o mandado cumprido na casa de Allyson. “Eu sabia que essa casa ia cair! Obrigado, meu Deus! O Senhor é justo! Missão cumprida!.

Fonte: Tribuna do Norte



Nenhum comentário: