domingo, 4 de janeiro de 2026

PARECE QUE TUDO FOI CALCULADO: VICE-PRESIDENTE DA VENEZUELA E SUCESSORA DE NICOLÁS MADURO ESTÁ NA RÚSSIA

Delcy Rodríguez, vice-presidente do regime venezuelano e sucessora de Maduro, está na Rússia

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, está na Rússia, segundo informaram à Reuters quatro fontes ligadas ao entorno do governo. Na madrugada deste sábado, Rodríguez declarou publicamente que desconhece o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após um ataque militar dos Estados Unidos que atingiu o país caribenho. A autoridade exigiu uma “prova de vida” de ambos os dirigentes depois dos acontecimentos, conforme um áudio exibido pela televisão e reproduzido pela Reuters.

Pouco antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças armadas norte-americanas haviam capturado e retirado Maduro e Cilia Flores da Venezuela após realizarem o que chamou de um “ataque em larga escala” contra o país. Em sua declaração, Delcy Rodríguez afirmou: “Exigimos do governo do presidente Donald Trump uma prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama”.

Rodríguez, que é a primeira na linha de sucessão do poder na Venezuela, informou que os “planos de defesa integral da nação” permanecem ativos. A medida ocorre em resposta à denúncia do governo Maduro sobre uma “gravíssima agressão militar” e à decretação de um estado de exceção, segundo a transmissão televisiva citada pela Reuters.

As primeiras explosões em Caracas foram ouvidas por volta das 2h (6h GMT), enquanto diversas cidades do país também foram alvo de bombardeios. O governo venezuelano declarou “estado de comoção externa em todo o território nacional”, com o objetivo de “proteger os direitos da população, garantir o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar imediatamente à luta armada”, de acordo com um comunicado oficial divulgado em cadeia nacional.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu que os coletivos chavistas se mobilizassem após a captura de Maduro e apelou para que a população mantivesse a calma e a disciplina diante da operação militar dos Estados Unidos. “Confiem na liderança, confiem na direção do alto comando político e militar para a situação que estamos enfrentando. Muita calma, que ninguém caia no desespero, que ninguém facilite as coisas para o inimigo invasor, o inimigo terrorista que nos atacou covardemente”, afirmou Cabello em pronunciamento na televisão.

O dirigente garantiu que “o país está em completa calma”, apesar das explosões e do sobrevoo de helicópteros de combate norte-americanos, e agradeceu o trabalho das patrulhas civis e militares na capital.

Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou os bombardeios como “a mais criminosa agressão militar” sofrida pela Venezuela e anunciou o emprego de todas as capacidades de defesa integral, envolvendo forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e sistemas de mísseis. “O desespero é aliado do invasor. Evitemos o caos e a anarquia. Fomos atacados, mas não seremos dobrados. Nós venceremos”, declarou.

O procurador-geral, Tarek William Saab, pediu o fim do que chamou de “sequestro” de Maduro e Cilia Flores e convocou a população e servidores públicos a permanecerem em alerta diante de possíveis violações de direitos humanos. “Peço neste momento que as Nações Unidas se manifestem. Onde estão os organismos internacionais de direitos humanos? Que se pronunciem sobre esses ataques covardes que causaram mortes de inocentes e que mantêm em sequestro o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores”, afirmou Saab.

As autoridades venezuelanas reforçaram o chamado à mobilização popular e orientaram a população a não ceder a campanhas de desinformação, atribuindo a circulação de notícias falsas a tentativas de desmoralizar o país após a ofensiva militar.

Fonte: Gazeta Brasil



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