Com queda da patente do princípio ativo, mercado brasileiro de canetas emagrecedoras deve dobrar e ganhar genéricos
O mercado brasileiro de medicamentos para emagrecimento deve crescer a partir de março com o fim da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy. A entrada de genéricos pode reduzir os preços entre 30% e 50%.
Segundo relatório da UBS BB, o faturamento dos remédios da classe GLP-1 pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026, quase o dobro dos R$ 11 bilhões estimados para 2025. Farmacêuticas como EMS, Eurofarma e Hypera já se preparam para lançar versões genéricas. A Anvisa analisa ao menos 11 pedidos de registro com semaglutida e 7 com liraglutida.
A expectativa é ampliar o acesso, hoje restrito: apenas 1,1% das pessoas com sobrepeso e 2,5% dos obesos usam esses medicamentos no Brasil. Atualmente, as canetas custam entre R$ 900 e R$ 3.000 e não são oferecidas pelo SUS.
Em 2025, a Conitec rejeitou a inclusão da semaglutida no SUS devido ao alto impacto financeiro, estimado em R$ 7 bilhões em cinco anos. Com a queda de preços, o tema pode voltar à pauta.
O avanço ocorre em meio ao aumento da obesidade no país: 68% dos brasileiros estão acima do peso e 31% são obesos. Especialistas alertam para o risco de uso sem prescrição e para a venda de produtos irregulares. Novas drogas, como o retatrutide, prometem intensificar ainda mais a disputa no setor.
Fonte: Folhapress

Nenhum comentário:
Postar um comentário