quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

CEARÁ-MIRIM/RN AINDA TEM DOIS: VELHO E GUERREIRO 'ORELHÃO' SERÁ RECOLHIDO DE VEZ DAS CIDADES POTIGUARES

O silêncio dos orelhões: veja onde ainda existem cabines no RN

Telefones públicos viram peças urbanas e começam a ser removidos ainda este ano pela Anatel

O ano de 2026 marca o início do fim dos orelhões no Brasil. A partir de janeiro, os telefones públicos começam a ser retirados das ruas após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com a Anatel, cerca de 38 mil orelhões ainda existem no país. A retirada ocorre porque, com o fim dos contratos, empresas como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter obrigação legal de manter os aparelhos. A remoção será gradual: primeiro, carcaças e telefones desativados; os equipamentos ativos só permanecerão em localidades sem cobertura de telefonia móvel e, mesmo assim, até 2028.

Dados da agência indicam que mais de 33 mil aparelhos seguem ativos e cerca de 4 mil estão em manutenção. Em 2020, esse número era bem maior: aproximadamente 202 mil orelhões espalhados pelo Brasil. Como contrapartida, a Anatel determinou que os recursos antes destinados à telefonia pública sejam direcionados a investimentos em banda larga e telefonia móvel.

No Rio Grande do Norte, levantamento aponta que os orelhões ainda estão presentes em municípios do interior e do litoral, mantendo viva a memória de um período em que o telefone público era essencial para contatos urgentes, encontros marcados e a famosa ligação “chamada a cobrar”.

Onde ainda há orelhão no Rio Grande do Norte

Confira as cidades potiguares e a quantidade de aparelhos:

Acari – 1

Afonso Bezerra – 1

Alto do Rodrigues – 1

Angicos – 2

Antônio Martins – 2

Apodi – 3

Baía Formosa – 2

Baraúna – 6

Bom Jesus – 1

Caiçara do Norte – 3

Caicó – 1

Caraúbas – 6

Carnaúba dos Dantas – 1

Carnaubais – 3

Ceará-Mirim – 2

Cerro Corá – 1

Currais Novos – 1

Gov. Dix-Sept Rosado – 6

Ielmo Marinho – 3

Ipanguaçu – 4

Janduís – 2

Japi – 2

Jardim de Angicos – 2

João Câmara – 2

Jucurutu – 4

Lagoa de Pedras – 1

Lagoa de Velhos – 1

Lagoa Nova – 2

Lajes – 1

Macaíba – 2

Macau – 1

Maxaranguape – 2

Mossoró – 4

Nova Cruz – 1

Ouro Branco – 1

Paraú – 1

Parazinho – 3

Parelhas – 1

Pedra Grande – 1

Pendências – 2

Poço Branco – 1

Porto do Mangue – 3

Pureza – 4

Rio do Fogo – 2

Santa Maria – 1

Santana do Matos – 3

São Bento do Norte – 2

São Fernando – 1

São João do Sabugi – 1

São Miguel do Gostoso – 2

São Rafael – 3

São Tomé – 1

Senador Elói de Souza – 1

Serra do Mel – 1

Serra Negra do Norte – 1

Serrinha – 1

Sítio Novo – 1

Taipu – 2

Tangará – 1

Touros – 5

Triunfo Potiguar – 1

Upanema – 3

Vera Cruz – 1

Criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, o orelhão se tornou um ícone do design urbano brasileiro. O formato oval, além de marcante, ajudava na acústica das ligações e reduzia o ruído externo. A cabine ganhou projeção internacional e foi reproduzida em países como Peru, Angola, Moçambique e China.

Mesmo perto da despedida, o telefone público voltou ao imaginário popular ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, indicado pelo Brasil ao Oscar 2026, reforçando o valor simbólico de um objeto que marcou a história da comunicação no país.

Fonte: Portal Poti News



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