O silêncio dos orelhões: veja onde ainda existem cabines no RN
Telefones públicos viram peças urbanas e começam a ser removidos ainda este ano pela Anatel
O ano de 2026 marca o início do fim dos orelhões no Brasil. A partir de janeiro, os telefones públicos começam a ser retirados das ruas após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
De acordo com a Anatel, cerca de 38 mil orelhões ainda existem no país. A retirada ocorre porque, com o fim dos contratos, empresas como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter obrigação legal de manter os aparelhos. A remoção será gradual: primeiro, carcaças e telefones desativados; os equipamentos ativos só permanecerão em localidades sem cobertura de telefonia móvel e, mesmo assim, até 2028.
Dados da agência indicam que mais de 33 mil aparelhos seguem ativos e cerca de 4 mil estão em manutenção. Em 2020, esse número era bem maior: aproximadamente 202 mil orelhões espalhados pelo Brasil. Como contrapartida, a Anatel determinou que os recursos antes destinados à telefonia pública sejam direcionados a investimentos em banda larga e telefonia móvel.
No Rio Grande do Norte, levantamento aponta que os orelhões ainda estão presentes em municípios do interior e do litoral, mantendo viva a memória de um período em que o telefone público era essencial para contatos urgentes, encontros marcados e a famosa ligação “chamada a cobrar”.
Onde ainda há orelhão no Rio Grande do Norte
Confira as cidades potiguares e a quantidade de aparelhos:
Acari – 1
Afonso Bezerra – 1
Alto do Rodrigues – 1
Angicos – 2
Antônio Martins – 2
Apodi – 3
Baía Formosa – 2
Baraúna – 6
Bom Jesus – 1
Caiçara do Norte – 3
Caicó – 1
Caraúbas – 6
Carnaúba dos Dantas – 1
Carnaubais – 3
Ceará-Mirim – 2
Cerro Corá – 1
Currais Novos – 1
Gov. Dix-Sept Rosado – 6
Ielmo Marinho – 3
Ipanguaçu – 4
Janduís – 2
Japi – 2
Jardim de Angicos – 2
João Câmara – 2
Jucurutu – 4
Lagoa de Pedras – 1
Lagoa de Velhos – 1
Lagoa Nova – 2
Lajes – 1
Macaíba – 2
Macau – 1
Maxaranguape – 2
Mossoró – 4
Nova Cruz – 1
Ouro Branco – 1
Paraú – 1
Parazinho – 3
Parelhas – 1
Pedra Grande – 1
Pendências – 2
Poço Branco – 1
Porto do Mangue – 3
Pureza – 4
Rio do Fogo – 2
Santa Maria – 1
Santana do Matos – 3
São Bento do Norte – 2
São Fernando – 1
São João do Sabugi – 1
São Miguel do Gostoso – 2
São Rafael – 3
São Tomé – 1
Senador Elói de Souza – 1
Serra do Mel – 1
Serra Negra do Norte – 1
Serrinha – 1
Sítio Novo – 1
Taipu – 2
Tangará – 1
Touros – 5
Triunfo Potiguar – 1
Upanema – 3
Vera Cruz – 1
Criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, o orelhão se tornou um ícone do design urbano brasileiro. O formato oval, além de marcante, ajudava na acústica das ligações e reduzia o ruído externo. A cabine ganhou projeção internacional e foi reproduzida em países como Peru, Angola, Moçambique e China.
Mesmo perto da despedida, o telefone público voltou ao imaginário popular ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, indicado pelo Brasil ao Oscar 2026, reforçando o valor simbólico de um objeto que marcou a história da comunicação no país.
Fonte: Portal Poti News

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