2026 será o ano das IAs de novo. Mas... com algumas diferenças!
2025 vs 2026
Tudo bem que encerramos 2025 com uma certa apreensão: afinal, teremos uma bolha financeira no setor tech? Os investimentos nas IAs foram exagerados considerando a margem de retorno?
Ainda é cedo para saber. Mas não imagino um pé no freio. A leitura dominante entre nossos consultores é menos dramática do que o termo "bolha" sugere: não há sinais de colapso iminente, mas sim de reprecificação e revisão de expectativas.
Lembro bem que, na virada de 2024 para 2025, a promessa era o avanço dos tais "agentes de IA". E a previsão se confirmou.
A repórter Vitória Lopes fez uma matéria exatamente sobre isso recentemente em nosso site. Vamos conferir um resuminho.
A IA deixou de ser um recurso isolado, dentro de um chatbot, e passou a integrar as buscas online, a fazer compras, a dominar programação e matemática, e até a trabalhar em tarefas mais humanas. Sem falar que os chatbots em si melhoraram.
No entanto, se 2025 foi o momento de lançar ferramentas e fazer testes, 2026 será a hora de incorporá-la de vez ao cotidiano.
Um relatório da Gartner aponta que, neste ano, a IA passará a ser indispensável, exigindo escala e implementação alinhada com as metas do negócio.
Para Alessandra Montini, diretora do LabData, da Fia Business School, além de colunista do OD, a IA ficou marcada por hype e experimentação em 2025. Ela avalia que, este ano, a tecnologia deve ser incorporada estrategicamente nas operações das empresas, com destaque para os setores financeiros, de agronegócio, varejo e na área médica: "Em 2025, IA era vista como um recurso adicional. Em 2026, ela será embutida em processos e sistemas, tornando-se parte do core das operações" - completa Montini.
Quem também conversou com a nossa reportagem foi Roberto Pena Spinelli, físico pela USP, com especialidade em Machine Learning por Stanford e pesquisador na área de Inteligência Artificial. Ele aposta em IAs mais avançadas. Para Pena, a tecnologia passou por uma fase de testes e, mais recentemente, dos agentes. Agora, as ferramentas devem amadurecer para finalmente ajudar nos ganhos de produtividade, como prometido. Isso já acontece na programação e começará a se tornar regra em mercados corporativos e trabalhos ‘de escritório’.
Outro setor que ficará ainda mais integrado com a tecnologia é o do entretenimento, na avaliação do pesquisador. A OpenAI, por exemplo, já fechou um contrato com a Walt Disney para usar personagens da Disney, Marvel, Pixar e Star Wars para criar vídeos artificiais para a rede social Sora. A indústria de jogos também deve ser impactada pela IA, com estúdios passando a adotar as ferramentas diretamente na produção.
E a tal da inteligência artificial geral?
A AGI (Artificial General Intelligence) é uma grande aposta do setor de tecnologia – que poucos sabem se será concretizada. Trata-se de uma ferramenta capaz de aprender e aplicar conhecimento por conta própria, com inteligência igualável à dos humanos.
Executivos como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Mark Zuckerberg, CEO da Meta, têm grandes expectativas. No entanto, por ora, tudo está apenas no campo das ideias.
Para Roberto Pena Spinelli, há uma chance real de que os modelos de linguagem avancem para chegar perto do que esperamos da AGI já em 2026. Mas ele se mantém cauteloso. Isso pode demorar mais alguns anos.
Fonte: Olhar Digital

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