Velório de Manoel Carlos será fechado e restrito à família e amigos próximos
O velório do autor de novelas Manoel Carlos, um dos nomes mais marcantes da teledramaturgia brasileira, será realizado de forma reservada, restrito a familiares e amigos próximos. O escritor morreu no sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.
A informação foi confirmada pela produtora da família, a Boa Palavra, que pediu respeito à privacidade neste momento de luto. Em nota, os familiares agradeceram as manifestações de carinho recebidas desde o anúncio da morte.
Conhecido carinhosamente como Maneco, Manoel Carlos construiu uma trajetória marcada por personagens femininas fortes, especialmente as icônicas “Helenas”, protagonistas de diversas novelas de sucesso. Uma das intérpretes mais lembradas do papel, a atriz Regina Duarte, viveu a personagem em três produções: História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).
Nas redes sociais, Regina Duarte lamentou a morte do autor e exaltou sua genialidade. “Maneco foi o pai das Helenas, das antagonistas perfeitas e das filhas marcantes. Registrou em nós, amantes da teledramaturgia, um amor inexplicável pela realidade de tantas histórias”, escreveu a atriz, destacando ainda o talento do novelista para retratar emoções humanas com profundidade e sensibilidade.
Outras atrizes que também interpretaram Helenas prestaram homenagens. Taís Araújo, protagonista de Viver a Vida (2009), agradeceu ao autor por ter acreditado em seu trabalho e afirmou que o legado de Manoel Carlos “jamais será esquecido”. Maitê Proença, que viveu a personagem em Felicidade (1991), também se despediu nas redes sociais, ressaltando o carinho e a admiração pelo escritor.
Manoel Carlos iniciou sua trajetória na TV Globo em 1972, como diretor-geral do Fantástico, e ao longo das décadas se consolidou como um dos maiores autores de novelas do país. Suas obras ficaram conhecidas por retratar conflitos familiares, dilemas morais e relações humanas ambientadas, muitas vezes, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao Fantástico, em 2014, o autor explicou a escolha recorrente do nome Helena para suas protagonistas. Segundo ele, tratava-se de mulheres complexas, mães capazes de grandes sacrifícios pelos filhos, mas sem abrir mão de suas próprias contradições. “Elas defendem um filho até a injustiça. É muito difícil uma mulher escapar da sua semelhança com a própria mãe”, afirmou na ocasião.
Fonte: O Globo

Nenhum comentário:
Postar um comentário