domingo, 12 de outubro de 2025

PRESSÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS COBRAM DO GOVERNO LULA UMA MULHER PARA VAGA DE BARROSO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Movimentos sociais cobram indicação de mulher para o STF após aposentadoria antecipada de Barroso

A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada nesta quinta-feira (9), abriu mais uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e reacendeu o debate sobre a baixa representatividade feminina na Corte. Em 134 anos, o tribunal teve 172 ministros, sendo apenas três mulheres e nenhuma negra. 

Nos bastidores, os primeiros nomes cotados para a vaga são, em sua maioria, homens. Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolha outro homem, o STF voltará a ter dez ministros e apenas uma mulher, Cármen Lúcia. Antes dela, Ellen Gracie (2000) e Rosa Weber (2011) também integraram a Corte.

A possibilidade de nova indicação masculina levou movimentos sociais e entidades jurídicas a divulgarem uma carta pública pedindo que uma mulher seja nomeada. O texto, assinado por magistradas, promotoras e advogadas, lista 13 nomes aptos, entre eles Adriana Cruz, Daniela Teixeira, Vera Lúcia Araújo, Dora Cavalcanti, Edilene Lobo e Maria Elizabeth Rocha.

A ministra do STJ Daniela Teixeira surge como a mais cotada. Indicada por Lula em 2023, ela é vista como opção para atender à demanda por diversidade e reduzir pressões políticas.

Ao comentar a sucessão, Barroso disse “gostar da ideia” de ser substituído por uma mulher. A decisão final caberá a Lula, que enfrentará pressão política e social para definir o novo nome do STF.

Fonte: Portal Grande Ponto



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