terça-feira, 14 de outubro de 2025

LAUDO MÉDICO APONTA PRESENÇA DE METANOL EM SANGUE DE MULHER QUE FICOU CEGA AO BEBER CAIPIRINHA

Empresária fica cega após consumir caipirinhas adulteradas em bar de SP

Radharani Domingos, de 43 anos, passou por coma induzido e tratamento experimental; caso levanta alerta sobre adulteração de bebidas

Radharani Domingos, 43 anos, perdeu completamente a visão após consumir três caipirinhas em um bar nos Jardins, zona nobre de São Paulo. A empresária foi internada em coma induzido e entubada, e o diagnóstico só veio dez dias depois: intoxicação por metanol, substância tóxica capaz de causar danos irreversíveis ao sistema nervoso.

“É o breu total. Totalmente preto”, relatou Radharani ao Fantástico sobre o momento em que acordou na UTI. A irmã da empresária, Lalita Domingos, contou que ela estava desorientada, com a visão turva e vomitando constantemente.

O diagnóstico inicial chegou a ser confundido com burnout, ataque de pânico ou até AVC. Somente após agravamento do quadro, os médicos consideraram a possibilidade de intoxicação por substância química. O nível de metanol no organismo da paciente ultrapassava 400, enquanto valores acima de 150 já geram sequelas graves. “Os valores que deram, teoricamente, não são compatíveis com a vida”, afirmou Fábio Ejzenbaum, médico neuro-oftalmologista que atendeu Radharani.

Apesar da cegueira irreversível, a paciente iniciou um tratamento alternativo inspirado em protocolos internacionais, sem comprovação científica definitiva. A expectativa dos médicos é de que haja alguma recuperação gradual nos próximos meses.

O caso reacende o debate sobre adulteração de bebidas alcoólicas e a fiscalização em bares e restaurantes. “Me envenenaram. E estão envenenando outras pessoas”, afirmou Radharani. A empresária destacou o apoio recebido: “Você perdeu um dos seus sentidos. Mas podia ter perdido tudo. É realmente a noção da sobrevivência, a gratidão de estar viva”, disse.

O bar Ministrão, onde a bebida foi consumida, foi fechado por autoridades sanitárias e policiais devido ao risco à saúde pública. Em nota, o estabelecimento afirmou que o fechamento foi preventivo e que aguarda os resultados da perícia, pedindo para que não sejam feitos julgamentos precipitados. As análises das garrafas ainda não tiveram resultados divulgados.

Fonte: AgoraRN



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